Lava-Jato tem provas de participação do deputado em desvios

BRASÍLIA — O inquérito da Operação Lava-Jato que investiga o crime de
formação de quadrilha, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF),
reuniu provas da suposta participação do presidente interino da Câmara,
Waldir Maranhão (PP-MA), no esquema de desvios de recursos da Petrobras.
A Polícia Federal (PF) constatou que Maranhão esteve num dos
escritórios utilizados pelo doleiro Alberto Youssef em São Paulo. O
registro de acesso traz nome, número do documento apresentado e
fotografia do parlamentar, além do nome da pessoa visitada: “Carlos
Alberto Youssef/Primo”.
O relatório da Polícia Federal informa que a visita à JPJPAP
Assessoria e Participações, empresa usada por Youssef, ocorreu em 2 de
dezembro de 2011. Os registros da Câmara sobre gastos da cota
parlamentar mostram que a viagem pode ter sido paga com dinheiro
público. Os documentos não identificam os dias das viagens, mas no dia
anterior, foi emitido um bilhete aéreo a Maranhão no valor de R$ 511,56,
para que ele voasse de Brasília ao Aeroporto de Congonhas, em São
Paulo. No mesmo dia também há a emissão de bilhete para o trajeto
Congonhas-Brasília-São Luís, no valor de R$ 1.126,66. Há um outro
registro de emissão de passagem no mesmo período só que com roteiro
diferente. O bilhete é de Congonhas ao Santos Dumont, no Rio, no valor
de R$ 800,56, e de Congonhas a Brasília, por R$ 461,56.
Maranhão “teria entrado no prédio cerca de três minutos antes de
Paulo Twiaschor, diretor-superintendente da empresa Serveng-Civilsan”,
registra o relatório da PF: “O documento apresentado e a fotografia
cadastrada são compatíveis com as do deputado federal Waldir Maranhão
Cardoso.”
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