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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Há 7 meses sem recursos, creche escola ameaça fechar as portas

Houve acordo com a Semed e promessa de recursos até o dia 20 deste mês.

Creche Escola Comunitária Cantinho da Criança. Foto: Amanda Arrais.



Localizada no Centro Comunitário Radional e Adjacência (CCRA), a Creche Escola Comunitária Cantinho da Criança está há sete meses sem receber recursos do governo. A unidade, que existe desde 1998 e funciona das 7 às 17h, costumava ter uma taxa que ia de R$ 50 a R$ 100 e foi anulada, em janeiro, após um convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Os alunos da creche não recebem merenda. Foto: Amanda Arrais.


“A luta aqui é grande”, diz a fundadora e presidente Neuza Elina Silva de Jesus, que coordena as atividades da creche há 15 anos. Há sete meses os 17 funcionários do Cantinho da Criança não recebem salário e nenhuma verba para a merenda foi recebida. “Pedi dinheiro emprestado ao meu filho pra comprar a merenda das crianças”, revela Neuza Elina.


Há sete meses os 17 funcionários não recebem salário. Foto: Amanda Arrais.


A professora Carla Andrea, que compõe o quadro de funcionários há 5 meses, garante que desde que eu entrou nunca recebeu salário. “Como sempre o dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) atrasou”, completa Teresinha de Jesus Silva, funcionária há 11 anos, que afirma não deixar o trabalho por amor às crianças.

O Cantinho da Criança reclama a falta de verbas. Foto: Amanda Arrais. Manifestação

O Cantinho da Criança, que também já teve convênio assinado com a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), parou suas atividades, nessa segunda-feira (5), para protestar pela falta de verbas. Houve acordo e promessa de recursos até o dia 20 deste mês. “Se não for resolvido, a creche vai parar”, assegura a presidente Neuza Elina.

O mecânico, Wanderson Machado, de 24 anos, lamenta a situação de falta de recursos. “Tem muita gente que necessita do auxílio da creche. Se parar de funcionar, vai prejudicar muita gente”, diz Wanderson, que trabalha e passa o dia fora, deixando o filho na creche até as 17h.



Se o problema não for resolvido, a creche deve parar suas atividades. Foto: Amanda Arrais. 

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