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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Representantes do Conselho Regional de Medicina Veterinária visitam corregedora

  O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), João Batista Filho, e o Conselheiro Federal de Medicina Veterinária Nordman Filho estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (29) com a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Nelma Sarney. Na pauta do encontro, que aconteceu na sede da Corregedoria, foi apresentado o trabalho desenvolvido pelo Conselho e a proposta de parceria com o Judiciário.

Encontro aconteceu no Gabinete da Corregedoria

Sobre o trabalho do Conselho, João Batista Filho destacou as atividades na área da saúde pública, quando da fiscalização de matadouros públicos, responsáveis por grande parte da carne que chega às feiras e estabelecimentos comerciais do Estado. Também foi apresentado o trabalho de fiscalização e acompanhamento do profissional em veterinária.

“O Conselho faz esse trabalho em todo o Estado, contribuindo e fiscalizando para o correto desempenho do médico veterinário, bem como das empresas que possuem esse profissional. Entretanto, estamos enfrentando alguns problemas de inadimplência”, ressaltou.

Para a corregedora, o presidente destacou que o Conselho está tendo dificuldades em executar um trabalho mais eficiente junto aos matadouros, cujas situações, inclusive irregulares de alguns, já foram veiculadas na mídia nacional. “Essa dificuldade se dá em razão da necessidade de arrumarmos primeiro a casa, diminuindo a inadimplência dos profissionais e das empresas registradas no CRMV. A partir daí, normalizar a fiscalização não apenas em matadouros, mas em empresas de laticínios, e revendedoras de medicamentos”, reforçou Batista.

Em relação à parceria com a Corregedoria, o Conselho explicou que pretende mudar a forma como a cobrança aos inadimplentes está sendo feita. Em vez de fazer a execução na Justiça Federal, a cobrança passaria a ser feita mediante protesto de títulos, que é mais rápida. “Temos uma entidade pequena, que necessita de soluções urgentes, e a cobrança na Justiça Federal leva um pouco de tempo. Precisamos reduzir custos, principalmente com cobrança”, destacou o conselheiro Nordman Wall Filho.

Nelma Sarney agradeceu a visita destacando a importância do trabalho da entidade, principalmente o trabalho voltado para a área da saúde pública. “Minha postura à frente da Corregedoria tem sido de apoiar todas as ações que venham em benefício da população”, afirmou a corregedora.

Após receber a solicitação, a corregedora determinou seu imediato encaminhamento para análise jurídica, a fim de que seja verificada a viabilidade para sua concretização.
 

Assessoria de Comunicação

Bella Maia revela que só perdeu a virgindade aos 23 anos

‘Pedi para um amigo transar comigo. Foi libertador’, conta a ex-BBB, nos bastidores do ensaio que vai ao ar no próximo sábado, dia 1º.


Luciana Tecidio do EGO, no Rio

Making of Bella posa para o Paparazzo (Foto: Alexandre Campbell / Paparazzo)
Making of: ex-BBB Bella posa para o Paparazzo (Foto: Alexandre Campbell / Paparazzo)


Making of Bella posa para o Paparazzo (Foto: Alexandre Campbell / Paparazzo)

Criada na religião evangélica desde criança, a ex-BBB Bella Maia cresceu com a meta de se casar virgem. No entanto, depois de morar no  Rio de Janeiro - onde cursou faculdade de Dança por três anos, tudo mudou em sua vida. Nos bastidores do Paparazzo, ela conta como colocou em prática seu "plano" para deixar de lado a virgindade ao voltar para sua terra natal.


ella diz que apesar de ter namorado um rapaz dos 15 aos 19, a relação dos dois não teve sexo. Na época, ela era uma jovem medrosa, que temia ter relações fora do casamento. Para deixar Pernambuco e ir para o Rio, ela precisou colocar um ponto final no namoro. “Eu era uma outra pessoa naquela época.Totalmente submissa a ele. Quando terminei o namoro e me mudei para o Rio, minha mente se abriu”.

A então universitária ficou com muitos rapazes e beijou muito na boca. Mas até então, nada de sexo. A primeira relação só foi acontecer quando ela tinha 23 anos, já de volta ao Recife. “Não aguentava mais ser virgem e pedi para um amigo transar comigo. Fomos para o motel. Lembro que apesar da dor que senti durante a relação, sai dali me sentindo liberta de todos os medos!”.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Palácio dos Leões silencia sobre crise no sistema penitenciário

Após declarações que motivaram festival de críticas na imprensa e nas redes sociais, Roseana Sarney evita contato com jornalistas.

Maranhão da gente

Nada da declarar
O recrudescimento da crise no sistema penitenciário, apesar da presença da Força Nacional e do reforço do policiamento nos presídios feito pela PM, voltou a ser destaque ontem na imprensa de todo o país e no Jornal Nacional da TV Globo, a notícia da morte de mais um detento dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas recebeu uma matéria de destaque. Procurado pela Rede Globo para falar sobre o assunto, o governo do Estado preferiu se abster de dar entrevistas a emissora.

Nada a declarar II
A tática do silêncio foi uma decisão estratégica tomada pelo Palácio dos Leões, principalmente depois que a governadora Roseana Sarney, quando da vinda do ministro da Justiça ao Estado, fez declarações polêmicas em entrevista coletiva e que viraram motivo de questionamentos e muitas críticas, tanto na mídia quanto nas redes sociais. Agora a ordem é não falar uma palavra com jornalistas a respeito do caso.

Filme repetido
Assim como acontece no programa “Saúde é Vida”, a construção de presídios também tem beneficiado doadores de campanha de Roseana Sarney nas eleições de 2010. Reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostrar que uma das empresas que financiou as despesas de campanha da governadora em 2010 ganhou o direito de construir presídios para o estado.

Filme repetido II
O roteiro da história é o mesmo envolvendo outros doadores de campanha do governo do Estado. Ausência de licitação e contratos milionários. O assunto já foi alvo de denúncias da oposição no plenário da Assembleia Legislativa e agora ganha destaque na imprensa nacional que continua em São Luís, acompanhando os desdobramentos de uma crise que se arrasta desde o final de 2013.

Intervenção
O Procurador da República Rodrigo Janot se reuniu ontem com entidades da área dos direitos humanos para tratar da questão que vem sendo motivo de debates nos meios jurídicos e políticos: a possibilidade de um pedido de intervenção federal que se for encaminhada ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal decidir a questão. No Palácio dos Leões o eventual pedido é visto como algo ainda possível  e por isto o governo do Estado tenta a todo custo passar a imagem de que tem amplo controle da situação.

Intervenção II
O problema é que quando as coisas parecem ficar mais tranquilas dentro do sistema penitenciário e o governo do Estado adota o discurso de que tudo está sob controle, ocorrem situações como o assassinato de detentos e isto acaba contribuindo para reforçar  a possibilidade do pedido de intervenção federal , que já é defendido há tempos por entidades que atuam na área dos Direitos Humanos.

Agentes Penitenciários decidem hoje sobre greve

Eles decidem hoje (22) em assembleia geral extraordinária que reunirá a categoria.

Maranhão da gente

portela

Os Agentes Penitenciários do Maranhão decidem na tarde de hoje (22) sobre a greve. Desde a semana passada a categoria cogita a paralisação em protesto a portaria da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) que determinou que os agentes passariam a cuidar apenas da escolta de presos convocados para audiências judiciais e da custódia de detentos hospitalizados.

A decisão sobre a greve dos Agentes Penitenciários será divulgada após a assembléia geral acontece na tarde desta quarta (22) a partir das 16h. Os Agentes Penitenciários contestam a portaria N° 001/2014 de 13 janeiro de 2014.

A portaria da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) designa que “todos os agentes penitenciários do sexo masculino lotados nos estabelecimentos penais situados em São Luis deverão a partir do dia 20.01.2014 desempenhar as atribuições de escolta hospitalar, custódia de presos em hospitais e audiências, tanto para a capital quanto para o interior”, diz o edital de convocação da assembleia geral extraordinária.

Crise

O indicativo de greve dos Agentes Penitenciários do estado pode agravar a crise carcerária do Maranhão iniciada desde outubro passado. A superlotação e a escassez de profissionais capacitados atuantes no sistema prisional do estado foram algumas das causas dos recentes episódios de violência e terror dentro e fora do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Polícia prende grupo suspeito de planejar novos ataques em São Luís

Cinco foram detidos; delegado diz que há ligação com facções criminosas. Em outro local, três foram baleados ao tentar furar bloqueio policial.

G1 Maranhão

Denúncias anônimas levaram a polícia a desarticular uma suposta nova tentativa de ataques a uma delegacia, em São Luís, nesta terça-feira (21). Cinco pessoas foram detidas, dentre elas, um adolescente.
O delegado Lawrence Pereira, da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), disse que esse ataque seria uma represália à transferência de presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para presídios de Segurança Máxima fora do estado. “Esse plano tem ligação com facções criminosas. Mas a polícia vai continuar com as investigações e o monitoramento para evitar ataques como esse que estava sendo planejado”, completou.

A polícia foi informada de que o grupo planejava atacar o 8° Distrito Policial, localizado no bairro Liberdade. Ao serem abordados, os suspeitos reagiram e houve troca de tiros. Um foi baleado, e seguiu para o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, no Centro da cidade. Os outros foram levados para a Seic. Com eles foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola 765.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que Léo Fabricio Santos Ferreira, o “Arroz da Liberdade”, foi identificado como um dos autores dos ataques ao 8º Distrito Policial (Liberdade) no dia 4 de janeiro e também responde a vários crimes de homicídios.

Todos os suspeitos foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio qualificado, além de organização criminosa.

Polícia Militar realiza operações em diversos pontos da cidade (Foto: Igor Almeida/G1) 
Polícia Militar realiza operações em diversos pontos da cidade (Foto: Igor Almeida/G1)
Outra operação

Em outro ponto da cidade, na Avenida Ferreira Gullar, segundo o Centro Integrado de Operações de Segurança do Maranhão (Ciops), cinco bandidos trocaram tiros com policiais. Segundo a SSP, os criminosos tentaram fugir do cerco policial por uma área de mangue no local. Na ação, três pessoas ficaram feridas, foram levadas para o hospital e não correm risco de morte. Um veículo Corsa Classic, cor preta, de placas NWW-6265 e um revólver foram apreendidos. Dois suspeitos foram presos e levados para o Plantão Central da Reffsa.

Uma onda de ataques a ônibus e delegacias em São Luís teve início na noite de 3 de janeiro. A ordem partiu de uma facção criminosa instalada dentro do Complexo de Pedrinhas. Quatro ônibus foram incendiados, duas delegacias foram alvejadas e cinco pessoas ficaram feridas. Ao todo, 22 suspeitos foram detidos por envolvimento nos atentados; entre eles, seis menores.

Entre as vítimas, estava a menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado e morreu no dia 6 de janeiro. A irmã dela, Lorrane Beatriz Santos, de 1 ano e 5 meses, teve 20% do corpo queimado e recebeu alta médica na quarta-feira (15). A mãe das duas meninas, Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, teve 40% do corpo queimado.

O entregador de frangos Márcio Ronny da Cruz, de 37 anos, que teve 72% do corpo queimado tentando salvar as duas crianças, está internado no Hospital de Queimaduras de Goiânia (HQG). Além deles, a operadora de caixa Abiancy Silva, de 35 anos, teve 10% do corpo queimado no ataque.

Simplício Araújo usa estrutura financeira da Prefeitura de São Luís em pré-campanha eleitoral

Há três semanas ele vem cometendo os crimes de abuso do poder político e uso da máquina pública para promoção pessoal.

Atual7

Presidente do Solidariedade no Maranhão, o suplente de deputado federal no exercício do mandato, Simplício Araújo, passou a utilizar, com o consentimento do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), a estrutura da Prefeitura de São Luís para se promover eleitoralmente em sua pré-campanha, num claro abuso do poder político, propaganda eleitoral antecipada e uso da máquina pública para promoção pessoal.


A estratégia é simples: como não teve votos suficientes para se tornar deputado no pleito passado, e sem projetos para apresentar desde que sentou na cadeira federal, Araújo conta com o auxílio solidário do aliado petecista para ter legitimidade no cargo, caso seja eleito em outubro próximo.

Sob a alegação de vistoria, há três semanas, Simplício Araújo passou a acompanhar o prefeito de São Luís em todas as visitas às obras do Executivo Municipal. Terraplenagem, tapa-buracos, construção de meio-fio, ou simplesmente um cafezinho. O neo aliado de Holanda Júnior permite passar nada, na tentativa de aparecer e ganhar dividendos políticos. Além das imagens distribuídas pela própria Secretaria Municipal de Comunicação da prefeitura – e repercutidas em mídias aliadas ao projeto do parlamentar, fotos repassadas por leitores ao Atual7 mostram que o crime eleitoral ocorreu em várias ações pagas com dinheiro público.

Sempre ao lado de Edivaldo Holanda Júnior, Simplício Araújo parece até vice-prefeito. Foto: Maurício Alexandre

DESCANSANDO A MÃO Sempre ao lado de Edivaldo Holanda Júnior, Simplício Araújo parece até vice-prefeito. 
Foto: Atual7

Ao lado do prefeito, Simplício Araújo aproveita para também abraçar crianças e ainda fazer pose. Foto: Maurício Alexandre
CADA MOVIMENTO É UM FLASH E UM VOTO Ao lado do prefeito, Simplício Araújo 
aproveita para também abraçar crianças e ainda fazer pose. Foto: Atual7

Ontem (20), no auditório da Associação Comercial do Maranhão (ACM), o fato se repetiu e foi ainda mais grave. Araújo foi quem sentou ao lado de Edivaldo Holanda Júnior numa solenidade de assinatura da Prefeitura de São Luís com o Governo Federal, colocando-se entre o petecista e o presidente da Embratur, Flávio Dino, o que lhe garantiu o centro da atenção de todos os presentes.

Embora possa alegar que participou do evento como convidado pelo prefeito, assim como secretários municipais e aliados políticos do gestor, só Simplício Araújo teve direito a ser clicado em todas as fotos do evento – inclusive nas de apresentação oficial do documento de parceria, já que foi o único chamado para participar e aparecer no ‘aperto de mãos’.

No abuso, Simplício Araújo tomou até o lugar de Flávio Dino. Foto: Atual7
NÃO É SECRETÁRIO, MAS É ALIADO E CANDIDATO 
No abuso, Simplício Araújo tomou até o lugar de Flávio Dino. Foto: Atual7

Simplício Araújo, em mais um momento de uso da máquina pública para promoção pessoal e abuso de poder político. Foto: Atual7
TRIO MARAVILHA Simplício Araújo, em mais um momento de uso da máquina pública para promoção
pessoal e abuso de poder político. Foto: Atual7
Aliado, divulgação da imagem de Simplício foi feita até no site da Prefeitura de São Luís. Foto: Reprodução / Prefeitura de São Luís
CRIME ELEITORAL Aliado, divulgação da imagem de Simplício foi feita até no site da
 Prefeitura de São Luís. Foto: Reprodução / Prefeitura de São Luís

Ausência do poder público eleva São Luís para 15ª cidade mais violenta do mundo

Especialistas apontam o crescimento demográfico e falta de ações das prefeituras como principais agentes para o aumento da violência.

Atual7

A falta de iniciativas do poder público em ações para conter a violência fez com que a capital do Maranhão desse um salto gigantesco no relatório anual da conceituada Organização Não Governamental (Ong) mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal.

O estudo, que elege as 50 cidades mais violentas do mundo, leva em conta todos os municípios com mais de 300 mil habitantes e onde haja informação estatística sobre homicídios acessíveis pela Internet.


Em coletiva após reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no último dia 9, Roseana Sarney afirmou que onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico. Foto: Reprodução

FAROESTE CABOCLO Em coletiva após reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no último dia 9, Roseana Sarney afirmou que onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico. Foto: Reprodução

De acordo com os dados apresentados pela Ong mexicana, São Luís pulou da 23ª posição ocupada em 2013 para a 15ª agora em 2014, embora não se tenha completado nem mesmo todos os dias de janeiro, primeiro mês do ano. Se comparado com 2012, o aumento da violência é ainda mais vergonhoso: naquele ano, a capital ocupava a 27ª colocação, o que aponta para um número assustador de mortes de dois anos para cá.

Para especialistas do setor, embora classificado como fenômeno multicausal e sempre atribuído pelas massas ao Estado e ao sistema de segurança pública e penitenciário, o aumento da violência estaria, na verdade, estreitamente ligado a falta de políticas públicas nas gestões municipais, já que a obrigação de ações preventivas, apontam, seria das prefeituras, que deveriam atuar em parceria com a sociedade civil e com o governo estadual.

- Não entendemos a questão da segurança do ponto de vista da repressão, que fica na mão da polícia, do sistema penitenciário. Isto sim está na responsabilidade do Governo do Estado. Mas trabalhamos nos dois âmbitos, qualificando uma repressão, mas investindo muito em prevenção. Se não, vamos ficar sempre nas políticas que chamamos de enxugar gelo: sempre tratando do caso, mas sem conseguir resolver. É preciso tratar da questão antes de ela começar. Por isso os processos de prevenção são fundamentais. E aí entra um papel das prefeituras e das organizações sociais. Quando se começa a fazer o trabalho focado, territorializado, consegue-se mensurar os resultados de curto, médio e longo prazo – afirma Melina Risso, diretora de desenvolvimento institucional da Ong Sou da Paz, em São Paulo.

Vestidos de branco para pedir por paz, manifestantes fizeram uma passeata pelas ruas do centro de São Luís, no Maranhão, nesta quarta-feira (54). Eles se concentraram na frente da Biblioteca Pública do Estado e seguiram até a praça Marcílio Dias, onde se encontraram com artistas locais Beto Macário / UOL
EM BUSCA POR PAZ Vestidos de branco para pedir por paz, manifestantes fizeram uma passeata pelas
ruas do centro de São Luís, no Maranhão, nesta quarta-feira (54). Eles se concentraram na frente da Biblioteca 
Pública do Estado e seguiram até a praça Marcílio Dias, onde se encontraram com artistas locais 
Beto Macário / UOL

Crescimento econômico e populacional

Os profissionais apontam também que o crescimento populacional, ocasionado pelo desenvolvimento econômico no estado, pode resultar na elevação dos índices de criminalidade em determinadas regiões, que começariam com ocupações áreas dos mangues, favelização, aumento de lixo nas ruas, caos na saúde, déficit de vagas na educação, entre outros, culminando em homicídios. Problemas que caberiam ao gestor municipal evitar.

Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unic), o colaborador do Brasil Escola, Orson Camargo, além de atribuir os problemas sociais como miséria, fome e desemprego como as principais causas da sensação de injustiça e impunidade, aponta que a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades, seria também um dos fatores que contribuem para o aumento da violência.

A opinião é corroborada pelo bacharel em Direito, pesquisador em segurança pública e diretor nacional executivo da ONG Movimento Viva Brasil, Fabricio Rebelo. Em artigo ao Jus Navigandi, publicano em julho do ano passado, ele aponta que o crescimento da violência tem relação com o crescimento populacional, o que confirma a declaração dada pelo governadora do Maranhão, Roseana Sarney, quando em entrevista sobre a crise no Sistema Penitenciário do Estado.

- O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes – justificou a governadora, na época.