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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Roseana Sarney está furiosa com Chico Gomes

chico gomes

A governadora Roseana Sarney (PMDB) ficou enfurecida ao saber das declarações do prefeito Chico Gomes (DEM) em que ele denuncia a existência de obras fantasmas no município de Viana.

Desorientada por conta da saúde sensível do pai, a governadora não conseguiu assimilar o fato do ex-titular da Sedes ter caguetado o esquema de convênios fantasmas. Por isso autorizou a reação do esbaforido deputado Roberto Costa – que acusou Chico de ser “mentiroso” da bancada da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Por outro lado, Chico Gomes se considera perseguido e abandonado pelo grupo a quem sempre foi fiel. Ele relata para quem quiser ouvir que o clã Sarney agraciou Magrado Barros, seu adversário político, com o convênio de R$ 1.095,304,67. O dinheiro foi destinado por Fernando Fialho à Acema e, nas palavras do próprio prefeito, todo “empregado na campanha eleitoral” de 2012.


Gomes também acredita que o processo de por abuso de poder econômico, movido contra ele por Magrado Barros, tem apoio total nos bastidores do Palácio dos Leões.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Roseana gastou R$ 17,8 milhões com aluguel de helicópteros, diz jornal


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Perto de completar meio século sob o domínio do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), com poucos intervalos de governos opositores, o Maranhão não teve fôlego para acompanhar os demais Estados na melhoria dos índices sociais. O Atlas do Desenvolvimento Humano da ONU mostrou que, das 50 cidades brasileiras com menor renda per capita, 28 são maranhenses.

Nas últimas três décadas, a expectativa de vida na terra da oligarquia mais antiga em atividade passou de 54 para 68 anos, mas o crescimento foi menor que no restante do País. Nesse ranking do IBGE, o Estado caiu de 23.º para o último lugar, ocupando espaço que antes era de Alagoas, terra da seca e pistolagem.

Um dos exemplos mais dramáticos da situação do Estado está em Fernando Falcão, a 542 km de São Luís. A cada oito dias, moradores fazem “vaquinha” para comprar e matar um boi. Esse “luxo” não é compartilhado por quem vive em situação ainda pior nos casebres de palha afastados do interior, que não podem contar nem mesmo com serviços temporários e de baixa remuneração da prefeitura. Para a maioria dos 9 mil habitantes do município que aparece em segundo lugar no ranking de pior renda per capita do País, o único alimento possível no prato é a fava. A vagem que garante proteína é comum na região. O município só perde em renda para Melgaço, no Pará, e ocupa ainda a segunda pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano nacional, atrás de Marajá do Sena, também no Maranhão.

A lavradora Laiane Alves Lima, de 22 anos, se queixa da falta de um pediatra no município. Quando a filha Adriele, de 1 ano, passa mal, ela tem dificuldades de levar a criança ao hospital de Barra do Corda, a 95 km de estrada de chão – Fernando Falcão não tem acesso por asfalto. “Aqui, quando adoece, o posto médico não dá remédio. Não tem uma pomada para micose”, relata. Laiane prepara a comida, geralmente uma mistura de fava, num fogão improvisado em uma lata de tinta.

A política maranhense está longe de recorrer ao crime de mando como outros Estados do Norte e do Nordeste, mas a miséria de um lugar de mata de cocais e chuvas amazônicas, a ostentação de riqueza e poder e as suspeitas de corrupção, temas dos discursos da primeira campanha de Sarney ao governo estadual, em 1965, estão por toda a parte. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que o governo de Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, gastou no ano passado R$ 17,8 milhões com aluguel de helicópteros. Só para comparar o uso do dinheiro público a um exemplo recriminado nas ruas, o governo do Rio, comandado por Sérgio Cabral (PMDB), gastou no mesmo período R$ 9,5 milhões com o uso dessas aeronaves.

Desde os anos 1970, o grupo de Sarney se sustenta com anúncios de obras “salvadoras” da economia. Foi assim com a construção dos trilhos do Complexo de Carajás, a fábrica de alumínio da Alcoa e a base espacial de Alcântara. “Os projetos não agregaram valor nem garantiram a diversificação da cadeia produtiva. O Maranhão é um rico que virou miserável”, observa o presidente da Embratur, Flávio Dino. Principal nome da oposição ao grupo de Sarney, ele observa que, na primeira metade do século 20, o Maranhão contou com os ciclos do algodão e das fábricas de tecido, do arroz, e do babaçu. “A economia tradicional foi desestruturada. Essa modernização não deu certo e explica esses indicadores sociais vergonhosos”, afirma.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

R$ 60 milhões: Prefeitos reclamam que Ricardo Murad montou uma capital paralela em Coroatá


Ricardo Murad, atual secretário de Saúde do Maranhão, irmão de Jorge, marido da governadora, passou a ser o porta-voz e o nome do grupo que mais executa contratos do governo. Por ele passa quase a metade dos R$ 2,4 bilhões do orçamento anual do Estado para custeio e investimento – não estão contabilizados os gastos com os servidores do quadro de carreira. Por ter parentesco com Roseana, ele não poderá disputar o governo. O escolhido do clã é o secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva.

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Prefeitos da oposição reclamam que Ricardo montou uma espécie de capital paralela do Maranhão em Coroatá, cidade de 62 mil habitantes, a 260 km de São Luís. O município governado pela mulher dele, Maria Teresa Trovão Murad, é o que mais recebe recursos da transferência direta da saúde no interior. Em 2013, Coroatá recebeu R$ 60 milhões, enquanto Caxias, com 155 mil moradores, chefiada por um adversário, Leo Coutinho, do PSB, não contou com esses recursos.

Reconstruído no ano passado, o Hospital Microrregional de Coroatá dispõe de 100 leitos e tratamento de alta complexidade. No prédio funciona a central de leitos da região. Ricardo nega que tenha deixado de lado o “Socorrão” de Presidente Dutra – a unidade não atende gestantes e não faz cirurgias complexas – e o hospital de Caxias, que está fechado para reforma.

Na semana passada, Maria de Lourdes Ferreira da Silva, de 74 anos, era levada de ambulância de Caxias para Presidente Dutra após sofrer um AVC. Ela está internada no “Socorrão”. A filha de Maria de Lourdes, a diarista Maria de Nazaré, de 38 anos, reclama da viagem de 3h em estrada precária.


No povoado Sete de Setembro, em Coroatá, a unidade de saúde, parceria do governo federal e da prefeitura, já consumiu R$ 180 milhões e está tomada pelo mato. “O médico só faz consulta e falta remédio”, diz a manicure Rayane Mourão, de 20 anos, mãe de um menino de 1./ L.N.

Vereadores confirmam a existência de convênios fantasmas em Viana


Vereador ficou atolado em uma das estradas melhoradas pela Sedes.

Vereador ficou atolado em uma das estradas melhoradas pela Sedes.

Em visita in loco as localidades relacionadas no convênio entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) e a ACEMA (Associação Cultural e Educacional do Maranhão), os vereadores João de Marcos (PRB) e Paulo Jackson (PSB), de Viana, confirmaram que nenhuma melhoria de caminho de acesso foi realizada nos povoados de Bacurizeiro, Enseada das Pintas, Santa Maria, São Cristóvão e São Pedro.

A ACEMA foi contemplada com um convênio de R$ 1.095,304,67 [um milhão, noventa e cinco mil, trezentos e sessenta e sete centavos] para a realização de melhorias de acesso nos referidos povoados. De acordo com o prefeito de Viana, o ex-deputado Chico Gomes (DEM), nada foi executado até agora. “Obra nenhuma foi efetivamente foi feita nesses trechos. Nem sabíamos da existência desse convênio. Descobri recentemente através do Diário Oficial”, disse Gomes em entrevista ao blog Marrapá.
João de Marcos atestou a não realização do convênio.

João de Marcos atestou a não execução do convênio.

Morador de uma dessas comunidades, o vereador João de Marcos (PRB) atestou a não realização do convênio, criticando o fato de uma associação da capital ter sido escolhida para contratar obras no município. “Se torna uma fraude fazer um projeto com uma associação de um bairro de São Luís, lá do Anil, enquanto aqui tem tantas associações? Não quiseram usar por quê?”, questionou o parlamentar.

Já o líder do governo na Câmara Municipal de Viana, Paulo Jackson (PSB), que ficou atolado no acesso ao povoado de Bacurizeiro – supostamente beneficiado com as tais melhorias de acesso – foi mais enfático: “Nos temos que saber onde esses recursos foram aplicados. Aqui não foi feito nada, nessa estrada vicinal que está composta dentro do projeto do Governo do Estado. Se foi inaugurada é uma estrada fantasma. Aqui não tem melhoria de acesso nenhum. Eu passo todos os dias de moto aqui, represento os trabalhadores rurais e nunca teve nenhuma obra do governo do estado”, denunciou o vereador em tom de revolta.


“Vamos encaminhar ao Ministério Público para saber qual foi a quadrilha que desviou o dinheiro que era pra ser investido nessa estrada”, completou Paulo Jackson.

SABIÁ CANTOU NO CASTELÃO: Sabiá surpreende e vence o Moto Club em pleno Castelão

Na estreia da Série B do Maranhense, o Papão não conseguiu alegrar a torcida.


Lance da partida entre Moto e Sabiá no Castelão. (Foto: Douglas Junior/O Estado)


 A torcida compareceu, a festa estava feita. Em seu primeiro capítulo na saga pela volta à elite do futebol maranhense, o Moto Club entrou no campo do Castelão neste domingo (4) disposto a dar seu primeiro grande passo no Campeonato Maranhense Série B. A vontade dos rubro-negros, entretanto, esbarrou na força do Sabiá de Caxias, que não se intimidou e venceu, de virada, por 2 a 1. Inácio e Mangaia anotaram os gols da equipe do interior, enquanto o veterano Kléber Pereira fez para o Papão.

Com a vitória fora de casa e o empate entre JV Lideral e Itapecuruense no outro confronto da rodada, o Sabiá é o líder isolado da Segundinha Maranhense, com três pontos ganhos. Já o Moto divide com o Araioses, que ainda não fez sua estreia, a lanterna da competição.

As duas equipes voltarão a campo, pela segunda rodada da Série B, nesta quarta-feira (7). O Moto vai até Araioses enfrentar os donos da casa, no estádio Cardosão, a partir das 16h. No mesmo dia, mas às 20h15, o Sabiá recebe o JV Lideral no estádio Duque de Caxias.

O jogo


Moto sai em vantagem com gol de Kléber Pereira. (Foto: Douglas Junior/O Estado)


Empurrado pela empolgada torcida presente no Castelão, o Moto tomou a iniciativa e foi ao ataque, mas não conseguia passar pela defesa adversária, sempre atenta. O Sabiá, por sua vez, não conseguia se organizar no ataque e era presa fácil para os zagueiros motenses.

O equilíbrio entre as duas equipes acabou aos 19 minutos: após cobrança de falta de Keulson, o artilheiro Kléber Pereira mostrou que continua com faro de gol e abriu o placar no Castelão, para festa da torcida do Papão.

Com a desvantagem, o Sabiá resolveu se arriscar mais e, aos poucos, passou a criar suas oportunidades. E, aos 34 minutos, veio a recompensa: em jogada na linha de fundo, Inácio cruzou e o zagueiro Alisson, do Moto, desviou para as redes. A arbitragem conferiu depois o gol dos visitantes a Inácio.

Sabiá vira e segura pressão motense

Moto pressiona, mas estreia com derrota. (Foto: Douglas Junior/O Estado)


Na segunda etapa, o Sabiá mostrou força logo no início e tratou de marcar o gol da virada: aos oito minutos, o camisa 10 Mangaia cobrou falta, sem chances para Alberto. E a pressão dos caxienses não diminuiu: Esquerdinha, também de falta, acertou a trave.

Acuado com a ofensiva do Sabiá nos primeiros minutos, o Moto buscou se organizar e voltar ao ataque, em busca do empate ou mesmo da virada. E a igualdade quase veio através de Marcinho, que parou na trave após cobrança de escanteio. Kléber Pereira, bem marcado, teve uma boa chance aos 23 minutos, mas o chute cruzado foi pela linha de fundo.

Nos quinze minutos finais, o Papão aumentou a pressão, mas não conseguiu furar o bloqueio dos visitantes. Felipe, aos 33 minutos, e Wescley, por duas vezes, falharam na tentativa de vencer o goleiro Miro. Roni, aos 44 minutos, teve a última grande chance do Moto, mas também não obteve êxito, para festa dos poucos torcedores do Sabiá presentes no Castelão e para enorme frustração da massa rubro-negra, que deixou o estádio com a certeza de que a volta para a Primeira Divisão será mais difícil do que o esperado.

Cidade do Maranhão faz ‘vaquinha’ para morador comer carne

LEONENCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL, SÃO LUÍS (MA) – O Estado de S.Paulo

Perto de completar meio século sob o domínio do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), com poucos intervalos de governos opositores, o Maranhão não teve fôlego para acompanhar os demais Estados na melhoria dos índices sociais. O Atlas do Desenvolvimento Humano da ONU mostrou que, das 50 cidades brasileiras com menor renda per capita, 28 são maranhenses.

fome

Nas últimas três décadas, a expectativa de vida na terra da oligarquia mais antiga em atividade passou de 54 para 68 anos, mas o crescimento foi menor que no restante do País. Nesse ranking do IBGE, o Estado caiu de 23.º para o último lugar, ocupando espaço que antes era de Alagoas, terra da seca e pistolagem.

Um dos exemplos mais dramáticos da situação do Estado está em Fernando Falcão, a 542 km de São Luís. A cada oito dias, moradores fazem “vaquinha” para comprar e matar um boi. Esse “luxo” não é compartilhado por quem vive em situação ainda pior nos casebres de palha afastados do interior, que não podem contar nem mesmo com serviços temporários e de baixa remuneração da prefeitura. Para a maioria dos 9 mil habitantes do município que aparece em segundo lugar no ranking de pior renda per capita do País, o único alimento possível no prato é a fava. A vagem que garante proteína é comum na região.

O município só perde em renda para Melgaço, no Pará, e ocupa ainda a segunda pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano nacional, atrás de Marajá do Sena, também no Maranhão.

A lavradora Laiane Alves Lima, de 22 anos, se queixa da falta de um pediatra no município. Quando a filha Adriele, de 1 ano, passa mal, ela tem dificuldades de levar a criança ao hospital de Barra do Corda, a 95 km de estrada de chão – Fernando Falcão não tem acesso por asfalto. “Aqui, quando adoece, o posto médico não dá remédio. Não tem uma pomada para micose”, relata. Laiane prepara a comida, geralmente uma mistura de fava, num fogão improvisado em uma lata de tinta.

Ostentação. A política maranhense está longe de recorrer ao crime de mando como outros Estados do Norte e do Nordeste, mas a miséria de um lugar de mata de cocais e chuvas amazônicas, a ostentação de riqueza e poder e as suspeitas de corrupção, temas dos discursos da primeira campanha de Sarney ao governo estadual, em 1965, estão por toda a parte. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que o governo de Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, gastou no ano passado R$ 17,8 milhões com aluguel de helicópteros. Só para comparar o uso do dinheiro público a um exemplo recriminado nas ruas, o governo do Rio, comandado por Sérgio Cabral (PMDB), gastou no mesmo período R$ 9,5 milhões com o uso dessas aeronaves.

Nos 216 municípios maranhenses sobram denúncias de convênios irregulares. Ao longo de 2013, o governo pagou a uma associação comunitária R$ 3,5 milhões para melhorar as estradas de acesso ao povoado de Trecho, no município de Raposa, Região Metropolitana de São Luís. O povoado não existe. “Houve um equívoco do sistema, que foi corrigido”, explica o secretário de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, responsável pela licitação.

Quem sentiu a sensação de estar fora do mapa político foi a comunidade de Pirangi, um povoado real do município de Humberto de Campos. No começo do ano passado, Neide Saboya, candidata do PMDB e do clã Sarney à prefeitura, apareceu no lugarejo para recolher assinaturas e prometer a construção de banheiros em 57 casas. Mesmo com a derrota da aliada no município, o governo estadual repassou R$ 300 mil para construir fossas, chuveiros e vasos sanitários. Os moradores esperam até hoje pelo início das obras.
Desde os anos 1970, o grupo de Sarney se sustenta com anúncios de obras “salvadoras” da economia. Foi assim com a construção dos trilhos do Complexo de Carajás, a fábrica de alumínio da Alcoa e a base espacial de Alcântara. “Os projetos não agregaram valor nem garantiram a diversificação da cadeia produtiva. O Maranhão é um rico que virou miserável”, observa o presidente da Embratur, Flávio Dino.

Principal nome da oposição ao grupo de Sarney, ele observa que, na primeira metade do século 20, o Maranhão contou com os ciclos do algodão e das fábricas de tecido, do arroz, e do babaçu. “A economia tradicional foi desestruturada. Essa modernização não deu certo e explica esses indicadores sociais vergonhosos”, afirma.

Aliança. Em 2010, Roseana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançaram a pedra fundamental da refinaria Premium da Petrobrás, em Rosário, a 40 km da capital. A previsão era iniciar a primeira etapa de produção agora em 2013. Roseana foi reeleita, a candidata de Lula ao Planalto, Dilma Rousseff, teve a maioria dos votos do Estado e associações de garimpeiros e quilombolas ligados à família Sarney e ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, receberam recursos públicos para capacitar os “operários” de uma refinaria que ficou no discurso.

Num Estado onde mais da metade da população vive em pequenos municípios, o grupo de Sarney é acusado de fazer convênios de obras fantasmas com prefeituras comandadas por aliados ou associações formadas por correligionários derrotados. O Tribunal de Contas do Estado, que analisa a distribuição de verbas, tem seis dos sete conselheiros ligados ao clã. Para empresários locais, o grupo sufocou a economia do Maranhão a ponto de investidores e industriais optarem por negócios em outros Estados, o que explicaria avanços sociais obtidos por Piauí e Rio Grande do Norte.

Atraso. As cidades dependem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios, do benefício dos aposentados e do Bolsa Família. O programa de transferência de renda do governo federal despeja na economia local R$ 173 milhões por mês.

domingo, 4 de agosto de 2013

Júnior Marreca desviou dinheiro de construção de quadra poliesportiva em Itapecuru-Mirim

MP acionou ex-prefeito e empreiteiro por desvio de recursos públicos.

Atual7

Investigação do Ministério Público Estadual (MP/MA) apurou que o ex-prefeito de Itapecuru-Mirim, ex-presidente da Famem e atual secretário adjunto de Articulação Política do Estado, Antonio da Cruz Filgueira Júnior, mais conhecido como Júnior Marreca (PV), desviou recursos oriundos de um convênio firmado com o Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (Sedel), para a construção de uma quadra poliesportiva, no bairro das Malvinas.