quinta-feira, 5 de março de 2015
Acusação de Hildo Rocha deixa Froz Sobrinho sob suspeição
do blog luis pablo
A acusação do deputado federal Hildo Rocha (PMDB) sobre o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) de negociar decisões, deixou o ex-presidente da Corte, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, sob suspeição.
Explica-se: foi o voto de minerva do então presidente do TRE, Froz Sobrinho, que decidiu pela cassação do mandato do prefeito de Ribamar Fiquene, Edilomar Nery de Miranda. A votação do julgamento ficou 3 a 3 e Froz como presidente da Corte desempatou.
Edilomar Miranda foi cassado por abuso de poder econômico na eleição de 2012, após o TRE rejeitar os embargos sob a alegação de que o recurso da sua defesa teria sido protocolado fora do prazo. Mas ontem, dia 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu efeito suspensivo a decisão da corte maranhense e determinou o imediato retorno do prefeito ao cargo.
A suspeita que recai sobre o desembargador Froz é reforçada pelo fato de que o deputado federal acusou o TRE de ter cassado o mandato do seu aliado político, por ter se negado a “dar dinheiro a emissários de membros” da Corte Eleitoral do Estado.
Como o voto de Froz Sobrinho foi o de minerva, desempatando o processo em favor da cassado do prefeito, a acusação de Hildo Rocha deixa o desembargador sob suspeição.
Guerreiro Júnior demite irmã de Ricardo Murad do TRE-MA
do blog luis pablo
A irmã do todo ‘poderoso’ ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, foi demitida do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).
Samira Murad foi exonerado pelo novo presidente da Corte Eleitoral, desembargador Guerreiro Júnior. A exoneração dela aconteceu na última sexta-feira (27).
Informações dão conta de que a decisão de Guerreiro Júnior seria por conta da perseguição que a irmã de Ricardo fazia com os funcionários do TRE.
Além disso, nos corredores da corte o comentário era que o novo presidente não teria coragem de exonerar Samira Murad por causa do irmão. O que acabou não acontecendo.
A demissão de Samira só mostrou o declínio do poder Ricardo Murad.
Roseana Sarney já possui inquérito derivado da operação Lava Jato
Ex-governadora do Maranhão e maior beneficiária das propagandas da instalação da Refinaria de Bacabeira em 2010, que deu um verdadeiro gás em sua eleição, Roseana Sarney é a única citada nas investigações que já possui inquérito instaurado. Isto porque, no decorrer das investigações, a Polícia Federal constatou o seu envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff em outros empreendimentos, como foi a negociação de propina para pagamento de precatório à Constran em 2013.
À época da prisão de Yousseff, o Superior Tribunal de Justiça recebeu as denúncias da Polícia Federal acerca das negociações de precatórios mediante pagamento de propina ao alto escalão do Governo do Estado. Detentora de mandato de governadora, Roseana possuía foro privilegiado e só poderia ser julgada pelo STJ.
Com a sua renúncia ao cargo ainda em 2014, Roseana perdeu o foro em Brasília e seu processo de investigação foi remetido para o Tribunal de Justiça do Maranhão, e tramita na 3ª Vara Criminal do Estado. Por não possuir mais foro privilegiado, Roseana Sarney não estará na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, onde só constarão políticos que ainda estejam em exercício de foro privilegiado. Segundo a imprensa nacional, há grande possibilidade de que o senador Edison Lobão esteja citado na lista.
do blog do john cutrim
Propinas do PMDB sepultaram a Refinaria da Petrobrás em Bacabeira
Gastão Vieira, Edison Lobão, Roseana Sarney e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Jornal Pequeno – A Refinaria de Bacabeira esteve envolvida nos esquemas de propina de políticos do PMDB citados na Lava Jato. A informação foi revelada na tarde de ontem (04) pelo jornal O Estado de São Paulo ao afirmar que pelo menos dois dos empresários presos pela Polícia Federal afirmaram em delação premiada citaram que a Refinaria de Bacabeira fez parte dos esquemas para concessão de propina a políticos do PMDB. O elo é o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), aliado histórico da família Sarney no Maranhão.
A reportagem conta que o doleiro Alberto Yousseff afirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, ganhou propina de 30% sobre o montante desviado de um dos itens das obras, relativo à terraplanagem da Refinaria. Foi Paulo Roberto que veio ao Maranhão em 2010 a convite de Roseana Sarney e do ex-ministro Edison Lobão para lançar a pedra inaugural da obra. A Fidens, fundada em 1968, fica em Minas.
Segundo Youssef, a licitação da terraplanagem ocorreu entre 2010 e 2011 “sendo acertado que as vencedoras seriam a Galvão Engenharia, Serveng e Fidens”. Ele afirmou que “ficava sabendo antecipadamente” o nome das empresas que ganhariam as licitações no âmbito da Premium I. O doleiro contou que “foram feitas reuniões” em seu escritório em São Paulo, na Avenida São Gabriel, Itaim Bibi. Nem a Serveng e nem a Fidens são acusadas de participar do cartel de empreiteiras que atuava na estatal.
Ficou acertado, segundo o delator, o pagamento de comissão de 1% sobre o valor do contrato. Os repasses teriam sido iniciados seis meses depois do início da obra. Ele falou sobre uma reunião com a Galvão Engenharia, representada na ocasião pelo executivo Erton Medeiros, alvo da Lava Jato. Segundo a reportagem, a indicação das empresas que sabiam antecipadamente que venceriam a licitação foi feita por um deputado de Minas Gerais, Luiz Fernando (PP-MG).
Outro delator do caso foi o engenheiro da empresa Galvão Engenharia, que afirmou em seu depoimento que a Refinaria Premium foi alvo de propinas na época de seu lançamento. Após as denúncias de irregularidades nas obras e nos contratos, a Petrobrás decidiu paralisar as obras no Maranhão, dificultando a instalação do empreendimento que geraria milhares de empregos dentro do Estado.
Orçada em R$ 20 bilhões, a Refinaria Premium I em Bacabeira, a 60 quilômetros da capital São Luís, foi projetada para operar como a maior refinaria da Petrobrás, mas está com as obras inacabadas e com problemas de execução.
quarta-feira, 4 de março de 2015
TRE-MA se cala sobre denúncia de compra de sentença feita por deputado sarneysista
do blog do garrone
É gravíssima a acusação do deputado federal Hildo Rocha (PMDB) contra o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), sobre o pagamento de sentenças. Na sessão de terça-feira, da Câmara Federal Rocha disse com todas as letras que o prefeito de Ribamar Fiquene, Edilomar Nery de Miranda (PC do B) foi cassado porque se recusou a pagar “emissários” da Corte Eleitoral.
Não é a primeira vez que se ouve rumores de compra de sentença no TRE-MA, mas é a primeira que a denúncia é feita de maneira direta por um deputado, que prometeu até fazer um pedido de CPI para investigar os TREs de todo o País.
Nesta quarta-feira, muitos deputados estaduais que preferiram não se identificar disseram que existe até a compra chama de prato feito, que inclui no mínimo quatro juízes da corte, garantindo a vitória do cliente quando o caso chegar ao pleno da referida Corte.
O mais estranho é que o tribunal até o momento não se manifestou oficialmente sobre o caso; o que aumenta a suspeita da existência do mercado de sentenças.
Em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, Hildo Rocha avisou que poderia dizer os nomes da pessoa que procurou o prefeito e o desembargador que ele diz representar, mas que por enquanto não ira fazê-lo.
O interessante nas suas declarações ao jornal da família Sarney é que ele disse que sabia o nome do desembargador, e não do membro da corte, que ainda inclui os dois representantes da OAB e um da Justiça Federal e mais dois da Justiça Estadual.
Embora, ressalta-se que hoje chama-se de desembargadores eleitorais todos os sete membros do TRE. Mas desembargador, desembargador mesmo somente os dois que fazem parte do Tribunal de Justiça.
Cabeleireira transexual põe casa à venda para mudar de sexo no Piauí
Piauiense está vendendo a casa para pagar cirurgia que custa R$ 42 mil. Jenny Kate foi a 1ª transexual a conseguir mudar nome e gênero no estado.
Gilcilene Araújo
Do G1 PI
Em agosto de 2014, a cabeleireira Jenny Kate Machado dos Santos, 31
anos, foi a primeira transexual piauiense a conseguir na justiça o
direito de mudar de nome e gênero. Ela também foi pioneira ao se casar
numa cerimônia religiosa. Agora, Jenny Kate trava outra batalha para
conseguir fazer a cirurgia de Redesignação Sexual (SRS), popularmente
conhecida como mudança de sexo. Em busca deste sonho, a cabeleira pôs à
venda a própria casa, localizada na cidade de Barras, Norte do Piauí. Com o dinheiro, ela acredita que terá condições de pagar o procedimento que custa R$ 42 mil.
A cabeleira está cobrando R$ 90 mil pela residência (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
"Este procedimento cirúrgico é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
mas a autorização da cirurgia dura muito tempo para acontecer. A
estimativa de espera na fila é de até 10 anos. Como estou com quase 32
anos, não desfrutarei desta paz quando enfim conseguir esta liberação.
Por isso, quero fazer o procedimento na rede particular com um
especialista que já me indicaram e disseram que o resultado é
excelente", afirmou Jenny Kate Machado.
Cabeleira casou com Rogério Ramos em setembro de 2014 (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
Jenny é casada com Rogério Ramos há quase seis meses. A cabeleireira
está cobrando R$ 90 mil pela residência e explica que além de custear a
cirurgia, o restante do dinheiro será utilizado para um pequeno cômodo
onde irá morar com o marido que trabalha como seu auxiliar no salão.
"Ano passado vendemos nossa casa para eu operar, mas não foi possível
fazer o procedimento porque antes era necessário apresentar uns laudos e
eu não tinha. Então, compramos um terreno e começamos a construir nossa
casa. Agora que já mudei o nome e gênero nos documentos não vou
precisar mais de laudos. Preciso apenas vender minha casa e assim
realizar um sonho almejado desde pequena. Este dinheiro vai servir para
fazer o procedimento, pagar algumas dívidas que ficaram da obra e fazer
um canto pra nós", disse.
Jenny Kate disse que fazer a cirurgia a deixará realizada. "Minha
adolescência foi muito conturbada, pois por não me identificar como
garoto, sempre pensei em morrer porque nunca quis ser desta maneira. Me
perguntava muito por que meus primos e amigos eram normais e só eu era
diferente. Não que ser transexual seja anormal, mas na época eu me
sentia assim. Depois da cirurgia, me olhar no espelho e me ver
totalmente mulher será único", revelou a cabeleira.
Jenny Kate destaca que se sentirá realizada após a cirurgia (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
Jenny era Jonny
Jenny Kate nasceu Jonny, mas esta é uma parte da história que a
cabeleira não gosta muito de lembrar. Em poucas palavras, ela relatou um
pouco da infância e contou que mesmo menino, usava escondido da
família, batons, sandálias, saias, vestidos e outros acessórios
femininos. Também disse que amava brincar de casinha, fazer comidinha e
com bonecas, consideradas brincadeiras de meninas.
Antes de decidir pela mudança do corpo e adequação ao gênero, Jonny
chegou a casar com uma mulher e a relação durou sete anos. A união
matrimonial terminou quando Jonny finalmente viu que gostava de pessoas
do mesmo sexo.
"Essa foi a parte mais difícil da minha história, pois ela era uma
pessoa bacana e que não merecia ter gostando de alguém que no fundo não
era quem ela pensava. Era sempre difícil cada noite e cada dia. A
angústia tomava conta de mim. Nos separamos duas vezes e eu tentava me
afirmar como gay, mas não conseguia, me sentia incompleta, então quando
parei e vi que a cada dia, nós sofríamos mais então decidi dar um fim,
um basta", lembrou.
Após a separação, a cabeleireira conheceu e casou com Rogério Ramos em
setembro de 2014 depois que conseguiu na Justiça a autorização para
mudar nome e gênero nos documentos. Foi o primeiro casamento religioso
com uma transexual no Piauí.
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