Jhonatan Silva disse que o condutor da moto na fuga foi 'Neguinho Barrão'. O pistoleiro afirmou que não sabe quem são os autores do crime.
Do G1 MA
O assassino confesso do jornalista Décio Sá, Jhonathan Silva, mudou
seu depoimento em relação ao inquérito policial durante audiência
realizada nesta quarta-feira (5), no Fórum Desembargador Sarney Costa,
em São Luís. Na nova versão para o crime, Jhonathan continuou afirmando
ser o executor, mas disse que quem o ajudou na fuga, conduzindo a moto,
foi Marcos Antônio de Sousa Santos, vulgo Neguinho Barrão, nome que até
então não havia sido citado nas investigações.
O nome de Neguinho Barrão foi citado no dia anterior por José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha.
Ele seria caseiro de Bolinha. De acordo com o pistoleiro, foi o
Neguinho Barrão quem intermediou o contato dele com Júnior Bolinha e que
os três fizeram a negociação no sítio do empresário para tratar do
assassinato do jornalista Décio Sá.
Jhonatan afirmou ainda que foi Neguinho Barrão quem entregou a arma
ponto 40 para que ele praticasse o homicídio. O pistoleiro disse,
durante a audiência, que não sabe quem foram os mandantes do crime.
Perguntado o porquê de estar falando essa história só agora, Jhonatan
afirmou que estava com raiva de Júnior Bolinha e por isso inventou essa
história, porque o crime não havia sido pago.
No depoimento, ele deixa de acusar o Marcos Bruno e o Elker Farias como
ajudantes na fuga, após o assassinato, conforme consta no inquérito
policial. O promotor, no entanto, informou que Marcos Bruno já havia
confessado que foi ele quem deu fuga ao assassino. O depoimento do
pistoleiro durou cerca de duas horas e 45 minutos.
Fase de instrução
Até sexta-feira (10), somente testemunhas de acusação devem ser
ouvidas. A segunda semana de audiências será reservada às testemunhas de
defesa e, na terceira, os acusados do processo devem ser interrogados.
Terminada a fase de instrução, o MP-MA terá que apresentar alegações
finais sobre cada um dos acusados. Feito isto, o juiz vai determinar se
eles vão a júri popular. Caso contrário, os acusados podem ser
absolvidos.
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