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sábado, 8 de março de 2014

Ministro levou mulher em jato da FAB para Carnaval


 Com um mês à frente do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro levou sua mulher, Roseli Regis dos Reis, para o Carnaval de três capitais utilizando avião da Força Aérea Brasileira.

O ministro se deslocou de São Paulo para Recife, Salvador e Rio de Janeiro nesta semana para participar de ações do ministério de mobilização e promoção do uso da camisinha durante as festas.

"Fiz uma maratona de quatro dias a serviço do ministério em prol da prevenção da Aids, percorrendo os quatro maiores Carnavais do país. Fiz questão de ter minha esposa ao meu lado para evitar qualquer situação de exposição indevida", disse o ministro.

O decreto 4.244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.

Na capital baiana, o casal foi ao badalado camarote Expresso 2222, comandado pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e sua mulher, Flora Gil. A assessoria da pasta diz que o Expresso 2222 foi parceiro do ministério na campanha, "para a qual contribuiu com apoio à distribuição de preservativos e veiculação de peças e depoimentos da campanha publicitária".

O ministro também passou no camarote do governador Jaques Wagner (PT). No Rio, esteve no bloco Sargento Pimenta para participar de ação de prevenção a Aids.

A assessoria de Chioro afirma que a mulher do ministro o acompanhou nos compromissos oficiais "sem qualquer custo adicional aos cofres públicos". Segundo a pasta, os hotéis foram pagos com as diárias de R$ 2.541,88 recebidas pelo ministro.

Além da mulher, a comitiva oficial foi composta por assessores do gabinete do ministro e do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais da pasta, totalizando 11 pessoas, segundo a previsão de passageiros registrada pelo site da FAB.

Na agenda oficial do ministro, porém, Roseli não aparece entre os integrantes da comitiva. No dia 1º, no trajeto de Recife para Salvador, a lista registra quatro assessores e um fotógrafo.

No dia seguinte, de Salvador para o Rio, uma assessora e um fotógrafo. Não há agenda na página do ministério para o dia de volta da comitiva, em 4 de março.

Quando assumiu o ministério, Chioro teve que se afastar de sua empresa de consultoria, que atuava na área de saúde e da qual ele era sócio-diretor desde 1997. Cedeu suas ações para a mulher, que é agora a sócia majoritária.

A carona a familiares em jato oficial tem precedentes. No Carnaval de 2013, o ministro Aldo Rebelo (Esporte) levou a mulher, o filho e assessores para Cuba, onde ele teria compromissos oficiais.

A Comissão de Ética Pública arquivou o caso de Aldo sob o argumento de que a ida dos familiares não gerou gastos a mais para o governo, já que o ministro iria para Cuba de qualquer forma.

Mas a Comissão propôs alterações em decreto que estabelece normas para transporte de autoridades e de seus familiares na frota da FAB com o objetivo de regulamentar o ressarcimento para casos como esse.

OUTRO LADO

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou ter "absoluta convicção" de que agiu "dentro da lei, inclusive com aval da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde", ao levar a mulher nas viagens.

Em nota, a pasta informou que não houve gastos a mais. "Por se tratarem de compromissos institucionais", o ministro usou o jato da FAB e, durante os trajetos, compuseram a comitiva assessores do gabinete do ministro e do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, disse o texto.

"A estes, se juntou a esposa do ministro, que o acompanhou nos compromissos oficiais sem qualquer custo adicional aos cofres públicos."

Segundo a pasta, o decreto não estabelece quem pode e quem não pode viajar como acompanhante. Chioro recebeu R$ 2.541,88 em diárias pelo período inteiro, completou.

PRESIDENTE

O decreto que estipula regras para o uso das aeronaves da FAB não atinge a presidente Dilma Rousseff.
O texto menciona apenas vice-presidente, presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado e demais ocupantes de cargo com prerrogativas de ministro de Estado.
Assessores de Dilma lembram que a ação do Gabinete de Segurança Institucional prevê que seja assegurada a segurança de familiares da presidente.


A petista já levou, por exemplo, a filha, Paula, ao exterior. Familiares também foram com ela, no Carnaval, à base de Aratu (BA). 

Garota de programa abre processo por abuso sexual e ganha quase R$50 mil

Juiz concedeu indenização a uma prostituta da Nova Zelândia por sofrer assédio sexual de seu empregador.

Por Redação Marie Claire

 (Foto: Getty Images)

Ações judiciais em que chefes e colegas de trabalho são acusados de assédio moral e sexual são comuns nos tribunais em todo o mundo ocidental. No entanto, um caso recente na Nova Zelândia chamou atenção da mídia internacional: uma mulher de 22 anos recebeu indenização de $21 mil (aproximadamente R$ 50 mil) de seu empregador por " humilhação , perda de dignidade e lesão aos sentimentos". O processo ficou famoso porque a vítima é uma garota de programa, funcionária regularizada de um bordel em Kensington, que possui alvará de funcionamento.

  De acordo com o site Daily Beast, com informações do jornal local New Zealand Herald, a jovem se sentiu humilhada e insegura após o dono do prostíbulo passar a controlá-la de forma muito dura. A situação a fez ficar depressiva, sem comer e dormir. Para aliviar a tensão e o medo, a mulher começou a beber e acabou por se tornar uma alcoólatra. O acusado também obrigava a funcionária a ouvir detalhes de suas relações sexuais, inlcuindo sua preferência por garotas bem jovens, e a questionava sobre sua depilação e se fazia sexo anal com os clientes.

O dono do bordel negou qualquer irregularidade, mas o Tribunal de Revisão de Direitos Humanos da Nova Zelândia concluiu que o seu papel deveria ser o de "protetor" das profissionais do sexo e, ao invés disso, ele atua como explorador de suas funcionárias.


Na Nova Zelândia esse tipo de acusação é legal desde 2003, com a aprovação da Lei de Reforma da Prostituição, um incentivo nacional para proteger os trabalhadores do sexo. Em 2008, o Ministério da Justiça da Nova Zelândia declarou que a nova lei seria efetiva no controle de abusos e manteria os trabalhadores do sexo seguros, concluindo que "a indústria do sexo não aumentou de tamanho por conta da lei e muitos dos males sociais previstos por aqueles que opuseram à despenalização do indústria do sexo não foram experimentadas".

Câncer de mama continua a ser o vilão da saúde feminina, indica instituto

O mal é o que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo

Agência Brasil



Uma em cada três mulheres que fazem exames de rotina no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é diagnosticada com câncer de mama. Segundo o Icesp, que é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mais da metade (52%) dos pacientes atendidos na instituição são do sexo feminino e 28% desse universo apresentam neoplasia mamária.

A doença “continua sendo a principal vilã dentro e fora do instituto”, cita um comunicado do Icesp, levando mais de 1,2 mil pacientes a procurar o Grupo de Mastologia entre consultas médicas e cirurgias. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse mal é o que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo.

No Brasil, em 2011, foram registradas 13.345 mortes, sendo 120 em homens e 13.225 em mulheres. Para este ano, estima-se o surgimento de 57.120 novos casos. Além do câncer de mama, o Icesp tem diagnosticado grande incidência de tumores também em órgãos digestivos - esôfago, estômago, fígado e o colorretal (cólon e reto), com taxa de 22% entre as mulheres. O câncer de colo retal está entre os cinco mais frequentes entre as mulheres.

O diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, alerta que “quando a prevenção primária não é possível, o diagnóstico precoce é fundamental na busca pela cura e por uma boa qualidade de vida”. Ele recomenda que a partir da primeira relação sexual, a mulher deve adotar o hábito de visitas anuais ao ginecologista, além de fazer os exames de prevenção.

Por meio do rastreamento tradicional de câncer de colo de útero, exame conhecido como papanicolau, é possível detectar precocemente a neoplasia de colo de útero, bem como lesões que antecedem ao tumor, permitindo tratamento mais eficaz e medidas que evitem o desenvolvimento da doença. Já com a mamografia, é possível checar a presença de lesões mamárias. Este exame deve ser feito por mulheres acima dos 50 anos ou sempre que solicitado por um médico.

Elecom lança caneta Bluetooth capaz de receber ligações e comandar Siri


A empresa de tecnologia Elecom anunciou recentemente o lançamento de uma caneta Bluetooth chamada Stylus Headset. O modelo conta com design moderno, mas vai além de uma simples caneta para telas touchscreen: ela também pode ser usada para atender ligações e até controlar as funções do Siri, do iOS.


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Elecom lança caneta Bluetooth capaz de receber ligações e comandar Siri (Foto: Divulgação/Elecom)

A primeira vista, o dispositivo lançado pela Elcom aparenta ser apenas uma caneta para telas touch, mas suas características extras podem otimizar o modo como as pessoas usam smartphones e tablets.  

 Graças um pequeno alto-falante, um microfone e botões utilizados para atender chamadas e controlar o volume, a caneta também pode ser utilizada como um headset para realizar conversas,. Além disso, o gadget tem um sistema vibracall, que alerta o recebimento de novas ligações enquanto, por exemplo, ela estiver sobre a mesa ou guardada no bolso de seu dono.

O destaque do gadget, entretanto, está em sua relação com o iPhone, ao permitir que o usuário controle o assistente virtual Siri remotamente. Para que isso seja possível, basta emparelhar os dois dispositivos via Bluetooth e utilizar o microfone para enviar comandos ao sistema inteligente da Apple.

Por meio de uma bateria interna de lítio, a caneta aguenta até quatro horas em conversação contínua e 90 horas em stand by. A carga é realizada por meio de um cabo USB, conectado a uma porta microUSB ou pelo adaptador AC, que vem no pacote.


Via Elecom

sexta-feira, 7 de março de 2014

'Temos que reeleger Dilma para Lula voltar em 2018', afirma Falcão

Presidente nacional do PT falou sobre cenário eleitoral e sobre a possibilidade do ex-presidente voltar a disputar eleições nos próximos quatro anos

 

estadão

 

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse nesta sexta-feira, 7, que o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faria muito bem ao Brasil, mas somente em 2018. "Falei outro dia que temos que reeleger Dilma para que Lula volte em 2018", comentou, em tom descontraído, durante café da manhã promovido pela agência de notícias espanhola Efe.

 


Petista falou durante café da manhã para a imprensa em São Paulo - Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão
Petista falou durante café da manhã para a imprensa em São Paulo
Falcão afirmou ainda não saber se Lula aceitaria voltar à Presidência e disse que o ex-presidente tem dois tipos de resposta quando questionado sobre o assunto. Em um momento, o ex-presidente se compara ao piloto Michael Schumacher, que retornou à Formula 1 após uma carreira de 7 títulos mundiais e não obteve sucesso. Em outros momentos, Lula diria que voltaria caso os adversários o incomodem muito.
'Tensão pré-eleitoral'. Rui Falcão também voltou a comentar a atuação do bloco de parlamentares dissidentes do governo federal na Câmara dos Deputados encabeçados pelo líder do PMDB Eduardo Cunha. Para o petista, a atuação dos parlamentares descontentes é fruto da "tensão pré-eleitoral".
O presidente do PT lamentou que o grupo esteja travando a pauta de votações, que inclui o Marco Civil da Internet, projeto considerado importante pelo governo federal, mas considerou "normal" o aumento da disputa por espaços no governo. "O que trava a pauta não é o projeto, é a disputa por espaço", disse.
Falcão não acredita, porém, que a pressão por um aumento de espaço do PMDB no governo federal coloque em risco a aliança do partido para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. 
"Acho que os mais responsáveis no PMDB vão manter a aliança", disse. "O que questiono é o papel de oposição de um partido que tem cinco ministérios e a vice-presidência."
O presidente petista disse que as mudanças feitas até agora pela presidente Dilma nos ministérios foram a pedido dos antigos titulares, que vão se candidatar nas eleições de outubro, e que, por isso, na opinião de Dilma, não deveria haver uma alteração na fatia de cada legenda na Esplanada dos Ministérios.
Ele disse ainda que tanto ele quanto Lula estão de acordo com a intenção da presidente de não fazer concessões na disputa por espaço no governo. Ele rejeitou, contudo, a ideia de que a presidente Dilma se negue a negociar.

 

American Apparel exibe mulher islâmica fazendo topless em anúncio e cria polêmica

Peça é uma crítica da marca às más condições de trabalho em Bangladesh, onde estão instaladas fábricas de roupas norte-americanas 

O NOVO ANÚNCIO DA AMERICAN APPAREL (Foto: Reprodução)
Mais uma vez, a fast fashion American Apparel causou polêmica com um de seus anúncios. Nesta semana, a marca  norte-americana divulgou em seu site uma peça em que uma mulher islâmica aparece fazendo topless. No lugar da camiseta há uma placa em que se lê "Made in Bangladesh". Logo abaixo da foto, uma breve biografia explica quem é a modelo:

“[Maks] é uma merchandiser que está com a American Apparel desde 2010. Nascida em Dhaka,  a capital de Bangladesh, ela lembra claramente dos tempos em que frequentava mesquistas, ao lado de seus pais, muçulmanos conservadores. Aos quatro anos, toda a família se mudou para Marina Del Rey, Califórnia. Embora estivesse longe de sua cidade natal, Marks continuou seguindo as tradições relgiosas de seus pais e sustentando sua fé islâmica durante toda a infância. Ao entrar colégio, ela começou a sentir a necessidade de moldar sua própria identidade e, finalmente, se distanciou das tradições islâmicas. Uma mulher continuamente em busca de novas saídas criativas, Maks abraçou nossa sessão de fotos sem reservas. Ela tem encontrado alguns elementos da cultura do sul da Califórnia para ser mais atraente, mas está se esforçando para explorar o que está além dos prazeres superficiais da cidade. Ela não sente a necessidade de se identificar como uma norte-americana ou uma bengali e não se contenta em ajustar sua vida em qualquer narrativa convencional. Isso é o que faz com que ela seja essencial neste mosaico que é Los Angeles, e de forma inequívoca, uma figura distinta na família cada vez maior da American Apparel . Maks foi fotografada com a High Waist Jean, uma peça fabricada por 23 trabalhadores norte-americanos qualificados em Downtown Los Angeles, todos pagos com um salário justo e com acesso a benefícios básicos, como a saúde".

De acordo com o site The Daily Beast, a descrição tem como alvo um dos maiores problemas da indústria do fast fashion: as fábricas clandestinas e suas condições de trabalho inseguras. Em abril de 2013, fábricas de vestuário com base em Bangladesh, que produziam roupas para marcas como JC Penney e Mango, viraram alvo de de manchetes internacionais quando o edifício em que estavam instaladas desabou, provocando mais de mil mortes.

Após a tragédia , o CEO da American Apparel, Dov Charney, afirmou que era contra a produção de roupas em fábricas no exterior: "Em Bangladesh, as condições de trabalho são ultrajantes, quase inacreditáveis. As questões humanas foram completamente descartadas das marcas. É uma maneira muito insensível de confeccionar peças", disse em entrevista ao jornal norte-americano LA Times. 

Em 2002, American Apparel se auto-apelidou “sweatshop-free”, o que significa "livre de fábricas clandestinas". A empresa se orgulha de produzir suas coleções em Los Angeles ao invés de terceirizar o serviço no exterior, como fazem muitas outras empresas de fast fashion. A marca também cita em seu site que seus "trabalhadores são pagos até 50 vezes mais do que a concorrência".
 

 

 

PF prende sete mulheres de classe média acusadas de traficar drogas

Quadrilha desarticulada tinha nove pessoas, entre elas, moradoras de Laranjeiras, Ipanema e Leblon

Estudante de Laranjeiras, 18 anos, era a responsável pelo aliciamento de meninas usadas como 'mulas'

o globo


Mariana dos Santos, de 18 anos, moradora de Laranjeiras, presa pela PF acusada de tráfico de drogas Foto: Reprodução / Facebook
Mariana dos Santos, de 18 anos, moradora de Laranjeiras, presa pela PF acusada de tráfico de drogas Reprodução / Facebook
RIO - Depois de uma investigação que durou três meses, policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal do Rio desarticularam uma quadrilha de tráfico de drogas e armas que usava estudantes de classe média da Zona sul do Rio como "mulas". Nove pessoas foram presas na operação, que foi deflagrada na noite desta quinta-feira e contou com a participação de agentes da Polícia Rodoviária Federal. Entre os detidos estão sete mulheres moradoras de endereços nobres no Leblon, Ipanema e Laranjeiras. Houve prisões ainda em Minas Gerais e no Paraná.

A droga, principalmente pasta base de cocaína e crack, era trazida da Colômbia e do Peru. Depois de atravessar a fronteira, os entorpecentes seguiam até entrepostos nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo antes de chegar ao Rio. Ao todo, segundo informou a PF, foram apreendidos 25 quilos de pasta básica de cocaína e três pistolas CZ calibre .40. A cocaína seria distribuída principalmente para viciados no asfalto.

A estudante Mariana dos Santos, de 18 anos, era a responsável pelo aliciamento de garotas jovens de classe média do Rio para o transporte da pasta base de cocaína para o Rio. Elas recebiam até R$ 2 mil, passagens e usavam ônibus que partiam da Rodoviária Novo Rio. A droga viajava escondida dentro de garrafas de vodca. Mariana foi presa no início da noite de quinta-feira em sua residência, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Os chefes da quadrilha, também presos, eram Raul Melo Pimenta dos Santos e Iran Colle Farias Junior. Iran foi condenado a mais de 31 anos de prisão por assaltos, receptação, furto e formação de quadrilha. O que mais chamou a atenção dos policiais federais, é que muito embora Iran tivesse que cumprir pena em regime fechado até julho de 2031, ele conseguiu autorização para cumprir pena domiciliar, com uso de tornozeleira.

— Ele foi autorizado em 2012 a cumprir pena domiciliar. Mas passou a sair de casa e até viajar, passando a ser considerado foragido da Justiça — disse um policial federal que participou das investigações.

Raul, o outro chefe da quadrilha, foi preso no Rio, mas morava no Paraná. Segundo a PF ele era o responsável por receber a droga e prepará-la para o transporte das "mulas". Ele usava entreposto também em Minas Gerais e em São Paulo, de onde carregamentos de crack embarcavam para o Rio.

Durante a operação foram presas ainda Michele Zaninotto Laje, Driele Joyce Vitorino do Nascimento, Thamyres Yane Silva dos Santos, Italia Lourentino da Silva, Graziela Magdalena Oliveira dos Santos e Adriana de Paula Moreira. Como as investigações continuam no Rio, com foco a identificar outras traficantes que atuam no asfalto na Zona Sul, os policiais federais não revelaram detalhes, como endereços dos presos e documentos apreendidos durante a operação batizada de “Durga”, uma referência à deusa hindu descrita como uma mulher de dez braços carregando armas.