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terça-feira, 24 de março de 2015

Marajá do Sena: Record mostra miséria, mas prefeito ostenta em helicóptero


Na semana passada este blog revelou que o prefeito Edvan Costa (PMN), de Marajá do Sena, segundo município mais pobre do estado de acordo com o ranking do IDHM, resolveu ostentar na sua chegada à cidade após obter uma vitória no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Desceu de helicóptero e promoveu carreata para comemorar a manutenção do mandato pela Justiça.
Pois bem.
marajaNa noite de ontem (23), o Repórter Record Investigação, da TV Record, apresentou reportagem especial sobre a miséria no Maranhão, e quem estava lá?
Marajá do Sena, é claro.
Segundo a reportagem, metade da população local passa fome.
A situação é mais grave ainda na zona rural, onde os moradores sofrem também com a falta d’água.
Mas o prefeito? Está muito bem, obrigado. Ostentando em helicóptero.

Mulher aplica hidrogel em casa e faz curativo com super cola

Suposta esteticista foi presa em 2013 por realizar procedimentos cirúrgicos sem licença.

Nem o drama vivido pela modelo Andressa Urach fez a mulher desistir da ideia.

Mais um caso de aplicação de hidrogel terminou mal no Rio de Janeiro. Uma mulher que prefere não se identificar é a mais recente vítima da substância usada para preencher e dar volume em diferentes partes do corpo. Após passar pelo procedimento, ela teve reação ao produto e foi parar na emergência de um hospital na Baixada Fluminense.

A vítima contou que a suposta esteticista realizou o procedimento na própria residência no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.  A suspeita já foi presa em 2013 por realizar procedimentos cirúrgicos sem licença médica.

Além de caminhar com dificuldade, a mulher também ficou com uma cicatriz na perna em decorrência de um curativo  improvisado com super cola. 

—  Primeiro, soltou o curativo. Depois começou a sair um óleo de mim. Começou a vazar tudo. Daí, ela mandou colocar super bonder no esparadrapo e colocar novamente.

           A mulher pagou R$ 7 mil por cerca de 1000 ml de hidrogel. Ela contou que registrou o caso na delegacia.









Seção na Câmara de Vereadores de Nina, acaba em discussão.




A Seção na Câmara de Vereadores de Nina Rodrigues desta segunda feira (23), foi marcada por uma grande discussão entre os Vereadores Erlan (PDT) e Raimundinho (PSD).

A discussão iniciou quando os Vereadores ocuparam a plenária da Casa para representar a liderança de seus respectivos partidos.

Já antes citado no grande expediente, o Vereador Raimundinho, respondeu às críticas de seu companheiro e chegou a citar que o Vereador Erlan, estava fazendo oposição irresponsável e perseguidora, por conta do mesmo ter benefícios cortado pelo gestor atual (Prefeito Riba do Xerém).


Por sua vez o Vereador Erlan, rebateu ao colega dizendo que o Vereador Raimundinho é um zero a esquerda, o que causou mau estar entre os dois.

A discussão seguiu mesmo após a Presidente da Casa (Vereadora Rosa do Carlos - PDT), encerrar a seção.

O fato curioso é que  todos que acompanhavam a seção transmitida pela Rádio Balaiada Fm, ouviram o bate boca dos Vereadores Erlan e Raimundinho, no fim da Sessão, pois a transmissão ainda não tinha sido encerrada pela emissora.

do blog do pisca

Fezes humanas contêm ouro e metais preciosos, constata estudo

Cientistas estimam que fezes da população podem valer milhões de dólares. Metais que saem em fezes vêm de produtos de limpeza, entre outras fontes.


Da France Presse
 
 
Parque reúne várias estátuas que mostram adultos e crianças defecando. (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)
Foto de arquivo mostra parque na Coreia do Sul que reúne estátuas que mostram adultos e crianças defecando: estudo descobriu que fezes contêm metais preciosos (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)

Fezes humanas contém ouro e outros metais preciosos que poderiam valer centenas de milhões de dólares - afirmaram especialistas. Agora o truque é saber como recuperá-los - um ganho potencial que poderia também ajudar a salvar o planeta.

"O ouro que encontramos foi no nível de um depósito mineral mínimo", afirmou Kathleen Smith, da US Geological Survey, após sua equipe descobrir metais como platina, prata e ouro em resíduos tratados.

Um estudo recente realizado por outro grupo de especialistas na área constatou que os resíduos de um milhão de americanos poderiam conter até 13 milhões de dólares em metais.

Encontrar uma maneira de extrair os metais poderia ajudar o meio ambiente ao reduzir a necessidade de mineração e reduzir a liberação indesejada de metais no meio ambiente.

Todos saem ganhando

"Se for possível se livrar de alguns dos incômodos metais que atualmente limitam o quanto desses biossólidos podemos usar em campos e florestas, e ao mesmo tempo recuperar metais valiosos e outros elementos, temos uma situação em que todos saem ganhando", disse Smith.


  "Há metais em todos os lugares - em seus produtos para cabelo, detergentes, até mesmo nanopartículas que são colocadas nas meias para evitar maus odores".

Mais de sete milhões de toneladas de biossólidos saem das instalações de águas residuais dos Estados Unidos a cada ano: cerca de metade é usada como fertilizante nos campos e nas florestas e a outra metade é incinerada ou enviada para aterros sanitários.

Smith e sua equipe estão em uma missão para descobrir exatamente o que está em nossos resíduos.
"Nós temos uma abordagem em duas frentes", explicou Smith. "Em uma parte do estudo, nós estamos olhando para a remoção de alguns metais regulamentados de biossólido que limitam a utilização para aplicação no solo".

"Na outra parte do projeto, estamos interessados em recolher metais valiosos que poderiam ser vendidos, incluindo alguns dos metais mais importantes tecnologicamente, como o vanádio e o cobre, presentes em telefones celulares, computadores e ligas metálicas".


Os resultados foram apresentados no 249º Encontro Nacional & Exposição da American Chemical Society (ACS), a maior sociedade científica do mundo, que acontece na cidade de Denver até a próxima quinta-feira.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Origem de R$ 426 mil no caixa de campanha ameaça mandato de Waldir Maranhão

Ministério Público questiona origem de R$ 426 mil gastos por vice-presidente da Câmara em campanha e apura se dinheiro saiu da Lava Jato


Origem de R$ 426 mil no caixa de campanha ameaça mandato de Waldir Maranhão

Apontado pelo doleiro Alberto Youssef - um dos alvos centrais da Operação Lava Jato - como beneficiário do esquema de corrupção na Petrobrás, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Câmara, não consegue explicar a origem de R$ 426 mil que entraram no caixa de sua campanha em 2010. A afirmação é do Ministério Público Federal no processo em que pediu a cassação do mandato obtido pelo político naquele ano. Se for condenado, ficará inelegível por oito anos.
O Ministério Público no Maranhão disse que a inconsistência nas contas eleitorais do vice da Câmara pode ter ligação com o esquema investigado na Lava Jato - segundo os investigadores, recursos desviados da estatal abasteceram campanhas eleitorais. Mas o órgão ressalva que ainda não possui dados para comprovar a relação.
O Estado teve acesso à íntegra da ação, que corre em segredo de Justiça. Os documentos mostram que o deputado foi instado a retificar sua prestação de contas pela Justiça Eleitoral maranhense. Mesmo após as correções, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu reprovar suas contas e aprovar a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.
Maranhão diz que o dinheiro era proveniente de recursos próprios. Mas chamou atenção das autoridades o fato de ele ter declarado, no mesmo ano, patrimônio líquido de R$ 16,5 mil (dinheiro em espécie), muito menos do que doou para si. Em um primeiro momento, o vice da Câmara justificou dizendo que "esqueceu de declarar o valor em espécie de R$ 200 mil".
Afirmou ainda que financiou sua campanha com seu salário de deputado federal, à época fixado em R$ 16,5 mil mensais. Em outro momento, acrescentou que contava com dinheiro da venda de sua casa - R$ 550 mil, em 4 de agosto de 2010. O valor seria recebido em três parcelas, sendo a última para outubro daquele ano. A Justiça rejeitou as explicações e reprovou as contas.

Divergência

O juiz José Carlos Sousa Silva, relator das contas, escreveu que "não foi apresentada justificativa aceitável" para a divergência dos rendimentos. "Não é razoável acreditar que tenha economizado a totalidade de seus ganhos", diz um dos pareceres do Ministério Público apresentados ao TRE.
Após a reprovação, foi iniciado o processo de cassação do mandato, ainda em 2011. Nas alegações finais, apresentadas em 9 de janeiro de 2015, o Ministério Público afirmou que a quebra dos sigilos de Maranhão não permitiu ter "elementos que comprovem a transação imobiliária" e os extratos bancários "não registram movimentação financeira em quantia que justifique a venda". A Procuradoria ainda destacou o fato de Maranhão ter omitido o negócio de sua prestação de contas e não ter apresentado a escritura de compra e venda.

Recursos

Diversos recursos apresentados pela defesa do político contribuíram para retardar o julgamento. O próprio TRE afirmou, em nota enviada à reportagem, que "há uma série de incidentes e recursos utilizados pela defesa do parlamentar que redundaram nesse 'atraso' na prestação jurisdicional".
A demora beneficia o deputado. No início de 2015, sua defesa pediu que a ação fosse extinta sem que a cassação fosse apreciada pelo TRE. O argumento é que a cassação perdeu sentido, pois o mandato questionado acabou em 31 de janeiro, um dia antes de o maranhense assumir novo mandato (para o qual foi eleito em 2014) e ser escolhido 1.º vice-presidente da Câmara.
O TRE e o Ministério Público no Maranhão afirmaram que a ação precisa ser julgada mesmo com o mandato encerrado porque, se condenado, o deputado pode ficar inelegível. Segundo o TRE, o caso deve ir a plenário até abril. Os dois órgãos explicaram que Maranhão pôde ser candidato em 2014 e obter um novo mandato porque a reprovação das contas de eleições anteriores não o impede de obter a certidão de quitação eleitoral.
Em 6 de março deste ano, o Supremo Tribunal Federal aceitou abrir inquérito para investigar Maranhão por formação de quadrilha no âmbito da Lava Jato. Entre os políticos investigados no Supremo, a maioria é do PP. Maranhão foi citado por Youssef como um dos políticos de legenda "cuja posição era de menor relevância dentro do partido e que recebiam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil por mês".

Surpresa

O deputado Waldir Maranhão afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as explicações que tem para dar sobre o caso são as que constam do processo e não tem nada a acrescentar. Disse ainda ter ficado surpreso com a inclusão de seu nome entre os políticos envolvidos na Lava Jato e está à disposição das autoridades.

Câmara pagou resort, propaganda e aluguel de avião a suplentes em janeiro

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

37 suplentes assumiram um mandato relâmpago em janeiro, em pleno recesso

37 suplentes assumiram um mandato relâmpago em janeiro, em pleno recesso


Os suplentes que assumiram o cargo de deputado federal por 30 dias não participaram de sessões, mas usaram a verba de gabinete disponível aos parlamentares para alugar avião, barco, "divulgação da atividade parlamentar" e hospedagem em resort.

Segundo a Câmara Federal, 37 suplentes assumiram um mandato relâmpago em janeiro deste ano, em pleno recesso parlamentar. A abertura das vagas foi resultado de renúncia ou licença de parlamentares que tomaram posse como governadores, vices, ministros e secretários estaduais no dia 1º de janeiro. Os deputados-tampão exerceram o mandato até fevereiro, quando os parlamentares eleitos no ano passado assumiram seus cargos.

O salário de um deputado federal, na legislatura passada, era de R$ 26,7 mil. Mesmo sem participar de sessões, dos 37 que entraram em janeiro, 12 pediram e receberam auxílio-moradia em dinheiro --descontando imposto de renda, mas sem a necessidade de prestar contas do gasto. O valor do benefício é de R$ 4.253. Muitos dos 37 sequer usaram passagem para ir a Brasília.

A Câmara dispõe de 432 apartamentos funcionais, mas muitos parlamentares preferem receber auxílio-moradia para se hospedar em outro local.

Gastos dos suplentes

A cota parlamentar dá direito aos deputados de gastar com uma série de serviços, como viagem, consultoria, combustível, propaganda. Alguns gastos de deputados chamam a atenção, embora sejam considerados regulares pela Câmara.

O então deputado Carlos Martins (PT-PA) alugou um avião no valor de R$ 5.300 para viajar no dia 17 de janeiro. O destino da viagem não foi informado na nota fiscal. O deputado também gastou R$ 4.500 da Casa para alugar, por duas vezes, um barco.

Segundo um recibo da prestadora do serviço, a locação serviu para viagem a comunidades de municípios ribeirinho na região de Tapajós.

Durante duas semanas, a reportagem do UOL ligou para a assessoria de imprensa do ex-deputado, mas as ligações não foram atendidas.

O maior gasto entre todos os suplentes foi o do então deputado Márcio Junqueira (Pros-RR), que gastou R$ 35 mil com "divulgação da atividade parlamentar". O serviço não teve nota fiscal disponibilizada para consulta. Nesse período, o deputado só usou passagem aérea da Casa por uma vez, dia 7 de janeiro, e não teria viajado mais à capital federal.

O UOL tentou entrar em contato com o ex-deputado, mas ele não respondeu. O telefone do partido em Roraima não completa as ligações.

Já a deputada Telma Pinheiro (PSB-MA) usou dinheiro da Câmara para pagar uma consultoria por R$ 28 mil. O estudo contratado seria para análise socioeconômica da comunidade Vila Embratel, em São Luís. O UOL deixou mensagem na página pessoal da ex-deputada no Facebook, mas ela não respondeu.

O deputado Marcelinho Carioca (PSB-SP) também usou seu mandato para viajar pelo interior de São Paulo. Em uma das viagens, de 8 a 10 de janeiro, ele se hospedou em um resort, com diária superior a R$ 300. O ex-deputado foi um dos que recebeu auxílio-moradia.

A assessoria do ex-deputado informou que as notas fiscais de hospedagem foram por conta de "compromissos como parlamentar" e que "todas as contas foram aprovadas pela Câmara dos Deputados". "Demais dúvidas devem ser solicitadas ao órgão competente que aprovou a prestação de contas do deputado", afirmou.

Segundo a Câmara, existem duas PECs (Proposta de Emenda à Constituição) em andamento: a 1/11, do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que proíbe a posse de suplentes durante o recesso parlamentar, exceto no caso de convocação extraordinária; e a 50/11, que prevê alteração das datas de posse. As duas ainda precisam ser votadas na Comissão de Constituição e Justiça, antes de ser analisadas em plenário.

Cota parlamentar

Instituída em 2009, a cota parlamentar unificou a verba indenizatória, a cota de passagens aéreas e a cota postal-telefônica. 

Ela varia de R$ 30.416,80 a 45.240,67, a depender do Estado, e visa reembolsar o custeio de despesas típicas do exercício do mandato. Todos os gastos podem ser conferidos no site da Câmara. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Corrupção atual é um bebê, não senhora idosa, rebate FHC

istoedinheiro



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) rebateu a afirmação da presidente Dilma Rousseff (PT) de que a corrupção é uma senhora idosa no Brasil. Em entrevista à Globo News, disse que o escândalo de corrupção na Petrobras traz à tona algo completamente novo em termos de corrupção praticada no País, em que uma organização de pessoas estabeleceu um sistema de sustentação de partidos e ligação a empresas para abastecer os caixas das legendas. "Isso é um fato novo. Essa corrupção não é uma senhora idosa, é uma mocinha, um bebê quase", disse o tucano.

FHC repetiu a declaração que tinha dado ao longo da semana de que, pela proporção que a corrupção ganhou na Petrobras, considera impossível que o ex-presidente Lula e Dilma não soubessem, pois algo assim acaba sendo do conhecimento de todos no governo.

O ex-presidente argumentou que, em seu governo, a indicação política para cargos de diretoria na estatal, feita por partidos da base, era bem mais incomum. Ele se disse lembrar de duas indicações políticas - de José Coutinho Barbosa e do hoje senador petista, mas à época integrante do PMDB, Delcídio Amaral.

Impeachment
Apesar de dizer torcer para que Dilma possa terminar seu mandato, FHC voltou a defender que o impeachment, diferentemente dos clamores por golpe militar de alguns grupos, é um instrumento da democracia. E comparou os pedidos para afastamento da petista àqueles que ele viu durante o seu segundo mandato (1999-2002). "Esse 'Fora Dilma' é como o 'Fora FHC'. A Dilma hoje simboliza, é alvo dessa irritação. Mas não creio que seja transcrito em passos exatamente para tirá-la do poder. Vai depender da comprovação de delitos e da opinião pública", afirmou.

Sobre os cartazes e manifestações no dia 15, mesmo que minoritários, mas que pediam a volta da ditadura, FHC avaliou que são resultado da falta de coordenação atual entre as forças políticas organizadas. O vácuo, permite, segundo ele, o alastramento de ideias radicais. Mas, Fernando Henrique não acha que há espaço para esse tipo de ideia prosperar. "Eu não me amedronto com isso. Em muitos momentos da história, essa irritação é natural, mas não creio que isso vá prosperar pois a sociedade brasileira está bem organizada."