Páginas

quinta-feira, 5 de março de 2015

Roseana Sarney já possui inquérito derivado da operação Lava Jato




Ex-governadora do Maranhão e maior beneficiária das propagandas da instalação da Refinaria de Bacabeira em 2010, que deu um verdadeiro gás em sua eleição, Roseana Sarney é a única citada nas investigações que já possui inquérito instaurado. Isto porque, no decorrer das investigações, a Polícia Federal constatou o seu envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff em outros empreendimentos, como foi a negociação de propina para pagamento de precatório à Constran em 2013.
À época da prisão de Yousseff, o Superior Tribunal de Justiça recebeu as denúncias da Polícia Federal acerca das negociações de precatórios mediante pagamento de propina ao alto escalão do Governo do Estado. Detentora de mandato de governadora, Roseana possuía foro privilegiado e só poderia ser julgada pelo STJ.
Com a sua renúncia ao cargo ainda em 2014, Roseana perdeu o foro em Brasília e seu processo de investigação foi remetido para o Tribunal de Justiça do Maranhão, e tramita na 3ª Vara Criminal do Estado. Por não possuir mais foro privilegiado, Roseana Sarney não estará na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, onde só constarão políticos que ainda estejam em exercício de foro privilegiado. Segundo a imprensa nacional, há grande possibilidade de que o senador Edison Lobão esteja citado na lista.
do blog do john cutrim

Propinas do PMDB sepultaram a Refinaria da Petrobrás em Bacabeira


Gastão Vieira, Edison Lobão, Roseana Sarney e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Jornal Pequeno – A Refinaria de Bacabeira esteve envolvida nos esquemas de propina de políticos do PMDB citados na Lava Jato. A informação foi revelada na tarde de ontem (04) pelo jornal O Estado de São Paulo ao afirmar que pelo menos dois dos empresários presos pela Polícia Federal afirmaram em delação premiada citaram que a Refinaria de Bacabeira fez parte dos esquemas para concessão de propina a políticos do PMDB. O elo é o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), aliado histórico da família Sarney no Maranhão.
A reportagem conta que o doleiro Alberto Yousseff afirmou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, ganhou propina de 30% sobre o montante desviado de um dos itens das obras, relativo à terraplanagem da Refinaria. Foi Paulo Roberto que veio ao Maranhão em 2010 a convite de Roseana Sarney e do ex-ministro Edison Lobão para lançar a pedra inaugural da obra. A Fidens, fundada em 1968, fica em Minas.
Segundo Youssef, a licitação da terraplanagem ocorreu entre 2010 e 2011 “sendo acertado que as vencedoras seriam a Galvão Engenharia, Serveng e Fidens”. Ele afirmou que “ficava sabendo antecipadamente” o nome das empresas que ganhariam as licitações no âmbito da Premium I. O doleiro contou que “foram feitas reuniões” em seu escritório em São Paulo, na Avenida São Gabriel, Itaim Bibi. Nem a Serveng e nem a Fidens são acusadas de participar do cartel de empreiteiras que atuava na estatal.
Ficou acertado, segundo o delator, o pagamento de comissão de 1% sobre o valor do contrato. Os repasses teriam sido iniciados seis meses depois do início da obra. Ele falou sobre uma reunião com a Galvão Engenharia, representada na ocasião pelo executivo Erton Medeiros, alvo da Lava Jato. Segundo a reportagem, a indicação das empresas que sabiam antecipadamente que venceriam a licitação foi feita por um deputado de Minas Gerais, Luiz Fernando (PP-MG).
Outro delator do caso foi o engenheiro da empresa Galvão Engenharia, que afirmou em seu depoimento que a Refinaria Premium foi alvo de propinas na época de seu lançamento. Após as denúncias de irregularidades nas obras e nos contratos, a Petrobrás decidiu paralisar as obras no Maranhão, dificultando a instalação do empreendimento que geraria milhares de empregos dentro do Estado.
Orçada em R$ 20 bilhões, a Refinaria Premium I em Bacabeira, a 60 quilômetros da capital São Luís, foi projetada para operar como a maior refinaria da Petrobrás, mas está com as obras inacabadas e com problemas de execução.

quarta-feira, 4 de março de 2015

TRE-MA se cala sobre denúncia de compra de sentença feita por deputado sarneysista

do blog do garrone

O deputado Hildo Rocha denunciou compra de sentença no TRE-MA
O deputado Hildo Rocha denunciou compra de sentença no TRE-MA
É gravíssima a acusação do deputado federal Hildo Rocha (PMDB) contra o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), sobre o pagamento de sentenças.  Na sessão de terça-feira, da Câmara Federal Rocha disse com todas as letras que o prefeito de Ribamar Fiquene, Edilomar Nery de Miranda (PC do B) foi cassado porque se recusou a pagar “emissários” da Corte  Eleitoral.
Não é a primeira vez que se ouve rumores de compra de sentença no TRE-MA, mas é a primeira que a denúncia é feita de maneira direta por um deputado, que prometeu até fazer um pedido de CPI para investigar os TREs de todo o País.
Nesta quarta-feira, muitos deputados estaduais que preferiram não se identificar disseram que existe até a compra chama de prato feito, que inclui no mínimo quatro juízes da corte, garantindo a vitória do cliente quando o caso chegar ao pleno da referida Corte.
O mais estranho é que o tribunal até o momento não se manifestou oficialmente sobre o caso; o que aumenta a suspeita da existência do mercado de sentenças.
Em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, Hildo Rocha avisou que poderia dizer os nomes da pessoa que procurou o prefeito e o desembargador que ele diz representar, mas que por enquanto não ira fazê-lo.
O interessante nas suas declarações ao jornal da família Sarney é que ele disse que sabia o nome do desembargador, e não do membro da corte, que ainda inclui os dois representantes da OAB e um da Justiça Federal e mais dois da Justiça Estadual.
Embora, ressalta-se que hoje chama-se de desembargadores eleitorais todos os sete membros do TRE.  Mas desembargador, desembargador mesmo somente os dois que fazem parte do Tribunal de Justiça.

Cabeleireira transexual põe casa à venda para mudar de sexo no Piauí

Piauiense está vendendo a casa para pagar cirurgia que custa R$ 42 mil. Jenny Kate foi a 1ª transexual a conseguir mudar nome e gênero no estado.

Gilcilene Araújo Do G1 PI


Em agosto de 2014, a cabeleireira Jenny Kate Machado dos Santos, 31 anos, foi a primeira transexual piauiense a conseguir na justiça o direito de mudar de nome e gênero. Ela  também foi pioneira ao se casar numa cerimônia religiosa. Agora, Jenny Kate trava outra batalha para conseguir fazer a cirurgia de Redesignação Sexual (SRS), popularmente conhecida como mudança de sexo. Em busca deste sonho, a cabeleira pôs à venda a própria casa, localizada na cidade de Barras, Norte do Piauí. Com o dinheiro, ela acredita que terá condições de pagar o procedimento que custa R$ 42 mil.

A cabeleira está cobrado R$ 90 mil pela residência (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
A cabeleira está cobrando R$ 90 mil pela residência (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)

"Este procedimento cirúrgico é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a autorização da cirurgia dura muito tempo para acontecer. A estimativa de espera na fila é de até 10 anos. Como estou com quase 32 anos, não desfrutarei desta paz quando enfim conseguir esta liberação. Por isso, quero fazer o procedimento na rede particular com um especialista que já me indicaram e disseram que o resultado é excelente", afirmou Jenny Kate Machado.

Cabeleira casou com Rogério Ramos em setembro de  2014  (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
Cabeleira casou com Rogério Ramos em setembro de 2014 (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)

Jenny é casada com Rogério Ramos há quase seis meses. A cabeleireira está cobrando R$ 90 mil pela residência e explica que além de custear a cirurgia, o restante do dinheiro será utilizado para um pequeno cômodo onde irá morar com o marido que trabalha como seu auxiliar no salão.
"Ano passado vendemos nossa casa para eu operar, mas não foi possível fazer o procedimento porque antes era necessário apresentar uns laudos e eu não tinha. Então, compramos um terreno e começamos a construir nossa casa. Agora que já mudei o nome e gênero nos documentos não vou precisar mais de laudos. Preciso apenas vender minha casa e assim realizar um sonho almejado desde pequena. Este dinheiro vai servir para fazer o procedimento, pagar algumas dívidas que ficaram da obra e fazer um canto pra nós", disse.

Jenny Kate disse que fazer a cirurgia a deixará realizada. "Minha adolescência foi muito conturbada, pois por não me identificar como garoto, sempre pensei em morrer porque nunca quis ser desta maneira. Me perguntava muito por que meus primos e amigos eram normais e só eu era diferente. Não que ser transexual seja anormal, mas na época eu me sentia assim. Depois da cirurgia, me olhar no espelho e me ver totalmente mulher será único", revelou a cabeleira.

Jenny Kate destaca que quando conseguir fazer a cirurgia se sentirá realizada (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
Jenny Kate destaca que se sentirá realizada após a cirurgia (Foto: Jenny Kate/Arquivo Pessoal)
Jenny era Jonny


Jenny Kate nasceu Jonny, mas esta é uma parte da história que a cabeleira não gosta muito de lembrar. Em poucas palavras, ela relatou um pouco da infância e contou que mesmo menino, usava escondido da família, batons, sandálias, saias, vestidos e outros acessórios femininos. Também disse que amava brincar de casinha, fazer comidinha e com bonecas, consideradas brincadeiras de meninas.


Antes de decidir pela mudança do corpo e adequação ao gênero, Jonny chegou a casar com uma mulher e a relação durou sete anos. A união matrimonial terminou quando Jonny finalmente viu que gostava de pessoas do mesmo sexo.

"Essa foi a parte mais difícil da minha história, pois ela era uma pessoa bacana e que não merecia ter gostando de alguém que no fundo não era quem ela pensava. Era sempre difícil cada noite e cada dia. A angústia tomava conta de mim. Nos separamos duas vezes e eu tentava me afirmar como gay, mas não conseguia, me sentia incompleta, então quando parei e vi que a cada dia, nós sofríamos mais então decidi dar um fim, um basta", lembrou.

Após a separação, a cabeleireira conheceu e casou com Rogério Ramos em setembro de 2014 depois que conseguiu na Justiça a autorização para mudar nome e gênero nos documentos. Foi o primeiro casamento religioso com uma transexual no Piauí.


Com 220 milhões de reais do BNDES, Roseana Sarney deixa 86% das escolas inacabadas

Frente da Escola Roseana Sarney: obra inacabada
Frente da Escola Roseana Sarney: obra inacabada
Levantamento feito pela Secretaria de Educação do Maranhão identificou que, embora o governo de Roseana Sarney tenha recebido 220 milhões de reais em recursos do BNDES para reformar, ampliar e construir 124 escolas, Roseana deixou 107 obras inacabadas – ou seja, apenas 17 foram concluídas, o equivalente a 13,71% do total previsto.
Uma das escolas em estado precário e com a reforma inacabada, por ironia do destino, chama-se Roseana Sarney Murad.
Na Escola Roseana Sarney, nenhuma condição para aulas
Na Escola Roseana Sarney, nenhuma condição para aulas

terça-feira, 3 de março de 2015

Talita Laci e Jefferson Portela selam pacto pela segurança de Raposa

blog do neto cruz

Jefferson-reuniao-com-Talita-e1425286572550
Talita Laci com a cúpula da segurança do estado

Atendendo recomendação do governador Flávio Dino (PCdoB), o secretário de Segurança do Estado, Jefferson Portela, esteve na Raposa, em pleno domingo (1), e manteve reunião com a prefeita Talita Laci (PCdoB).
O secretário estava acompanhado da cúpula do Sistema de Segurança Pública (o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Alves da Silva; e o delegado geral da Polícia Civil, Augusto Barros).
A prefeita, acompanhada de vereadores, populares e do vice-prefeito Raimundo Assunção, apresentou as reivindicações do município para reduzir a criminalidade.
O ex-prefeito José Laci (PCdoB) e vários secretários municipais também prestigiaram a visita de Jefferson Portela, que com bastante simplicidade atendeu a todos
Jeefferson-e-talita-no-VivaO secretário prontamente disse que vai adotar as medidas necessárias para ajudar a reduzir a criminalidade no município, com o aumento de efetivo após a convocação dos concursados da PM e maior policiamento no Viva, local que as autoridades visitaram.
A parceria garantida pelo governador Flávio Dino já está surtindo efeito, segundo a prefeita, com a coleta do lixo deixado pelo ex-prefeito e a iluminação no Viva, mas novas áreas devem ser beneficiadas, como saúde e educação.
(Por Waldemar Ter). 

TJMA determina fechamento da casa de show Chinelo de Dedo em São Luís

o imparcial



 
A Justiça determinou o fechamento do bar Chinelo de Dedo, localizado no bairro do Cohatrac. Por meio de uma decisão tomada pelos desembargadores da 1º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, o estabelecimento está totalmente proibido de promover festas ou eventos no local por pertubação e incômodo da paz social dos moradores da região.

A ação original foi iniciada pelos próprios moradores da vizinhança da Avenida Joaquim Mochel, alegando que a casa se estabeleceu em área residencial e promove festas, eventos, shows e venda de bebidas alcoólicas, causando perturbação ao sossego, tranquilidade e repouso noturno da comunidade, além de poluição sonora, visto que não possui o devido isolamento acústico e o nível de ruídos supera o permitido em lei.

Por sua vez, os responsáveis pelo Chinelo de Dedo recorreu e alegou que possuia toda a documentação necessário para o funcionamento legalizado do estabelecimento tais como alvará municipal, certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, autorização da Delegacia de Costumes, entre outros. Sustentou também que opera dentro dos limites sonoros permitidos, possuindo isolamento em paredes, caixa de isolamento e telas de “abafo”, porém o desembargador Jorge Rachid, relator do recurso, manteve a ordem de interrrupção do funcionamento do local,ressaltando aspectos jurídicos relativos ao equilibrio ambiental que protege o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente estável.

Também foi destacado a legislação que define a poluição sonora como a degradação da qualidade ambiental, fazendo referência a atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, segurança e bem estar da sociedade.