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sexta-feira, 28 de março de 2014

Comando diz que paralisação não altera rotina da PM no Maranhão

o imparcial

O Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) garantiu, ontem, que a população maranhense não será prejudicada pelo movimento iniciado por um pequeno grupo de militares. O subcomandante da PMMA, coronel João Nepomuceno, destacou que a maior parte do efetivo continua trabalhando normalmente. “Essa mobilização é ilegítima e tem caráter político. O Governo do Estado já atendeu a diversas solicitações, garantindo muitos benefícios para a categoria”, ressaltou.

Segundo o coronel, o movimento reúne poucos militares, que dizem representar toda a instituição. “A PM está fazendo todo esforço para que não haja prejuízo na área de segurança pública, pois a população não pode pagar com insegurança por conta dessa manifestação política de alguns militares”, destacou o subcomandante.

O coronel Nepomuceno esclareceu que, na pauta de solicitações estão questões resolvidas como o armamento, fardamento e a melhoria salarial. A polícia está aguardando nova remessa de armas para atender a todo o contingente; o novo uniforme deve ser distribuído a partir da próxima semana; e quanto ao reajuste, o governo garantiu o percentual de 7%, referente ao mês de março.

“Além disso, o governo anunciou ajustes nas gratificações, em percentuais diversos, por exercício de função, cujos novos valores já serão pagos a partir do mês que vem. Outro avanço, é a garantia ao policial de levar para a reserva a mesma remuneração da última patente, mesmo que não fique por cinco anos em exercício no último posto”, observou.

O subcomandante destacou que o governo continua aberto ao diálogo. “Já sanamos alguns pontos e esperamos que os militares reconheçam o esforço do Governo do Estado para garantir as melhorias e voltem ao trabalho”. 

Coronel Nepomuceno ressaltou que o trabalho dos policiais nas ruas vai continuar, as barreiras serão reforçadas e haverá uma operação especial para combater o roubo a ônibus. “As nossas operações vão continuar sendo desenvolvidas. O efetivo da PM seguirá nas ruas e dentro dos presídios”, garantiu.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mulher confundida com homem é detida por explorar filho na rua, em RR

Na delegacia, identificaram a suspeita que tem características masculinas. Segundo guardas, ela usava criança para pedir esmolas em Boa Vista.

Érico Veríssimo Do G1 RR

A mulher foi confundida com um homem; na delegacia, a identificaram como Jaqueline Silva (Foto: Divulgação)
A mulher foi confundida com um homem; na delegacia, a identificaram como Jaqueline Silva
(Foto: Divulgação) 

Guardas civis municipais detiveram na manhã desta quinta-feira (27), no bairro Asa Branca, zona Oeste de Boa Vista, Jaqueline Silva de Melo, de 37 anos, suspeita de usar uma criança de dez anos para pedir dinheiro nas ruas. Inicialmente, ela foi confundida com um homem por apresentar fortes traços masculinos. A confusão foi desfeita na delegacia, quando a mulher foi levada para a cela e precisou ficar nua para ser revistada.

Jaqueline informou ao delegado que é prostituta e negou usar a criança, que seria seu filho adotivo, para pedir dinheiro nas ruas. Disse ainda que veio de Manaus e mora em um bairro da zona Oeste da capital.

Ao ser abordada pela Guarda Civil Municipal (GCM), ela teria reagido e destratado os agentes, mas logo foi imobilizada e levada à Central de Flagrantes no 5º Distrito Policial, onde também teria desacatado uma agente de polícia e conselheiros tutelares, de acordo com o delegado plantonista Rodrigo Gomides.

Até a publicação desta matéria, a mulher ainda não havia prestado depoimento. Segundo Gomides, Jaqueline deverá assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). "Ela responderá por desacato, por usar a criança para mendicância e abandono intelectual. O menino foi entregue ao Conselho Tutelar, que tentará localizar parentes ou levá-lo a um abrigo infantil", declarou.

Bruno Chocolate marca duas vezes e Sampaio goleia Cordino por 5 a 1

No jogo de volta, em São Luís, o Sampaio pode perder por até quatro gols que garante a classificação.


Arte: Mauricio Araya / Imirante

BARRA DO CORDA - O Sampaio goleou o Cordino por 5 a 1 na tarde desta quinta-feira (27), em Barra do Corda e ampliou a vantagem que tinha em cima do Cordino. Por ter feito melhor campanha, o tricolor entrou em campo com a vantagem de classificar com dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols. Para o duelo, Flávio Araújo, não pode contar com três atletas: o zagueiro Jadson, o volante Jonas e o atacante William Paulista. Após um mês afastado por uma lesão no tornozelo o zagueiro Paulo Sérgio entrou no lugar de Jadson que está.

Em campo, o Sampaio não reconheceu o Cordino e aplicou uma sonora goleada. Bruno Chocolate, Junior Chicão e Arlindo Maracanã marcaram para o Sampaio e Michel descontou para o Cordino.

As duas equipes voltam a se enfrentar nesta segunda (31) às no Estádio Castelão em São Luís. O Sampaio pode perder por até quatro gols que garante a classificação. Já o Cordino precisará de um milagre para chegar a final do Segundo Turno.

O jogo 

O Cordino começou a partida no ataque, no primeiro minutos do primeiro tempo Sandro avançou pela direita, mas a zaga do Sampaio afastou o perigo. Com poucas oportunidades de gol, as duas equipes não arriscavam chutes a gol, no início da primeira etapa. O jogo ficou bastante equilibrado e nenhuma das equipes conseguia criar chances claras de gol. Aos 18 minutos, Bruno Chocolate chutou com força no canto e abriu o placar, no Leandrão. Sampaio 1 Cordino 0. No minuto seguinte ao gol, novamente Bruno Chocolate, cara a cara com o goleiro do Cordino quase marcou o segundo do Sampaio.

O Cordino só voltou a ameaçar o Sampaio Corrêa, aos 23 minutos com Michel, o jogador finalizou, mas, Rodrigo Ramos faz grande defesa e evitou o gol de empate. Em duas oportunidades, Ulisses chegou a marcar o gol de empate do Cordino, mas o árbitro assinalou o impedimento.

A bola nem bem rolou e Bruno chocolate ampliou o placar para o Sampaio. O jogador tricolor subiu mais alto que os defensores e cabeceou para marcar o segundo do Sampaio, e o segundo dele na partida. Junior Chicão marcou o quarto, após chutar de fora da área sem chances para o goleiro. Perdido em campo, o Cordino não esboçava reação e viu o Sampaio chegar ao quinto gol. Na saída de bola Arlindo Maracanã ampliou o marcador. O Valente Cordino marcou seu gol de honra, Michel, de falta, descontou e deu números finais a partida. Final Sampaio 5 Cordino 1.  

Peladona de Congonhas queima sutiã e 'protesta' por falta de emprego

Professora, Jéssica Lopes se manifestou em frente à Secretaria de Educação de São Paulo: 'Só porque sou gostosa não posso dar aula?'.

Carol Marques do EGO, no Rio


Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação  (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente à Secretaria de Educação de São Paulo: "Dei um basta. O Brasil perdeu uma excelente professora" (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Ela está chateada. Jéssica Lopes, a Peladona de Congonhas, decidiu recorrer ao símbolo máximo do feminismo para se manifestar. Sozinha. Cabelos escovados, vestidinho preto indefectível colado ao corpo, saltos e um conjunto de lingerie matador, a loira decidiu queimar um sutiã - tal qual as mulheres que protestavam por melhores condições na década de 1970.

Com uma garrafinha de álcool e uma caixa de fósforo, Jéssica fez seu protesto solitário porque, como professora, não consegue mais emprego na área. Sendo assim, decidiu mostrar sua indignação em frente a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Não sem antes, claro, tirar o vestido e ficar apenas de lingerie para, digamos, chamar mais atenção para sua condição de "mestre desempregada". "Já acreditei na educação desse país. O que querem? Que eu coloque um óculos fundo de garrafa, roupas largas e tenha cara de nerd? Só porque sou gostosa não posso dar aula?", questiona ela, indignada.

Jéssica foi professora durante cinco anos. Formada em matemática conta que sofreu preconceito desde a época da faculdade. "Diziam que eu saía com os professores para ter notas como as que eu tinha. Só tirava de 8 para cima. E sempre fui estudiosa. Impressionante. Nesse país não pode ser bonita e inteligente", dispara ela, que lecionou para adolescentes e adultos em Porto Alegre, onde morava: "Dava aula em três períodos. Ganhava cerca de R$ 2,5 mil por mês. Hoje, com dois eventos tiro isso".

  A Peladona de Congonhas quis voltar às escolas no fim do ano passado. Estava decepcionada com o mundo da fama e queria ficar mais perto do filho Gabriel, de 13 anos, que mora no Sul. "Espalhei currículos e ao me apresentar já sentia o preconceito. Não pensei que era tão famosa. Mas todo mundo sabia quem eu era. E não uso nome artístico. É só jogar no Google e nas redes sociais que me acham. Sofri por fazer trabalhos sensuais", avalia ela, que pediu exoneração do cargo de professora por não ser respeitada: "Meus alunos perguntavam se eu tiraria a roupa como fazia em um programa de TV, os professores diziam que eu deveria posar nua. Achei melhor optar entre os livros e a vida de modelo".

Com o protesto, Jéssica diz que espera chamar a atenção para o preconceito e para a educação no país, que, a seu ver , vai de mal a pior. "Eu tentei ensinar aqueles adolescentes, dar um panorama do que é a vida. Tentei ser amiga, e eles me tiravam. Então, decidi ser a carrasca. Não mostrava os dentes e isso me fazia mal, porque não sou assim. Dei um basta. O Brasil perdeu uma excelente professora", garante.

Caso o piloto de um programa de entrevistas vingue, Jéssica pode rasgar seu diploma, pois dificilmente iria convencer algum diretor a contratá-la: "No programa 'Jéssica Lopes entrevista', recebo convidados e vou tirando a roupa enquanto faço perguntas. O convidado não sabe que fico quase nua", conta. Agora todos sabem, Jéssica.

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a Secretaria de Educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes mostra a sua "indignação" (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
O sutiã queimado na praça (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes protesta de lingerie pela falta de emprego (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes é professora e quer voltar às salas de aula (Foto: Thiago Duran/AgNews)

 
Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação  (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes, a Peladona de Congonhas, protesta queimando um sutiã (Foto: Thiago Duran/AgNews)
 

Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
Jéssica Lopes e seu vestidinho preto indefectível (Foto: Thiago Duran/AgNews)


Jéssica Lopes, de lingerie, protesta em frente a secretária de educação (Foto: Thiago Duran/AgNews)
modelo em frente a secretaria (Foto: Thiago Duran/AgNews)

Traje insinuante justifica violência sexual para 4 em cada 10 jovens, diz estudo

Dado aparece no estudo Tolerância social à violência contra as mulheres, realizado pelo Ipea

Ao todo, 68,8% concordaram, total ou parcialmente, que o “homem deve ser a cabeça do lar”


“Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”. Ao ler essa afirmação em um questionário do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 58,5% dos 3.810 entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase. O dado aparece no estudo Tolerância social à violência contra as mulheres, realizado pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social e divulgado nesta quinta-feira.

Realizada entre maio e junho de 2013, a pesquisa aponta ainda que 63% concordaram, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. Além disso, 89%, somando aqueles que concordaram totalmente e parcialmente, disseram concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa”. O percentual dos que acreditam que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” também foi alto: 82%.

No entanto, o estudo mostra também que 91% concordaram, total ou parcialmente, que “homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia”. E 78% concordaram totalmente com a prisão para maridos que batem em suas esposas. A aparente contradição se desfaz, segundo a pesquisa, quando os entrevistados mostram que aderem “majoritariamente a uma visão de família nuclear patriarcal, ainda que sob uma versão contemporânea. Nessa visão, embora o homem seja ainda percebido como o chefe da família, seus direitos sobre a mulher não são irrestritos, e excluem as formas mais abertas e extremas de violência”. Ao todo, 68,8% concordaram, total ou parcialmente, que o “homem deve ser a cabeça do lar”. Ao mesmo tempo, 89% tenderam a discordar da afirmação “um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher”.

A pesquisa traz ainda informações sobre a percepção em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao afirmar que “casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido”, 51,7% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, com a afirmação. Ao lerem a afirmação “Casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais”, 40,5% discordaram, total ou parcialmente. Segundo o estudo, os jovens apresentaram maior tolerância à homossexualidade. A religião também foi significativa: católicos só se mostraram intolerantes além da média no que toca à ideia de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os evangélicos, no entanto, foram o grupo mais intolerante à homossexualidade.

 o globo

Avaliação positiva do governo Dilma cai para 36%, indica CNI/Ibope

Entre dezembro do ano passado e março, a aprovação da maneira de governar da presidente também caiu de 56% para 51%


ESTADÃO

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 43% para 36% em relação a dezembro, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 27. No mesmo período, o porcentual de entrevistados que consideram o governo regular registrou oscilação dentro da margem de erro de 35% para 36% dos e os que o avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 20% para 27%.

Em meados de fevereiro, levantamento realizado pelo Ibope já indicava queda na taxa de aprovação do governo de 43% para 39%, na comparação com dezembro. Assim, a avaliação positiva do governo voltava aos níveis observados entre agosto e novembro, quando oscilou entre 37% e 39%.
Na semana passada, o mesmo Ibope divulgou pesquisa sobre a corrida presidencial, segundo a qual Dilma tem 43% das intenções de voto, o mesmo índice registrado em novembro de 2013, data do levantamento anterior. Com esse índice, a petista mantém a expectativa de vencer no 1º turno na eleição em outubro. O levantamento anterior foi realizado entre 13 e 17 de março.
Maneira de governar. De acordo com o levantamento da CNI/Ibope, divulgado nesta quinta, o porcentual dos entrevistados que aprovam a maneira da presidente Dilma Rousseff de governar caiu de 56% para 51%. Ao mesmo tempo, aqueles que desaprovam a maneira da atual presidente de governar subiu de 36% para 43%.
Assim como a avaliação positiva, a aprovação da maneira de governar de Dilma inverteu a trajetória favorável. Em julho, 49% reprovavam a maneira de governar, superando, na ocasião, aqueles que a aprovavam, que eram 45%. Isso ocorreu logo após o início dos protestos de rua País afora. Foi a única vez que ela registrou uma reprovação superior à aprovação da maneira de governar desde que assumiu a presidência, em 2011.
A confiança na presidente Dilma diminuiu de 52% para 48%. O porcentual dos que não confiam nela subiu no mesmo período de 41% para 47%. Na prática, os indicadores de confiança e desconfiança estão tecnicamente empatados. O índice dos que não souberam ou não quiseram responder a essa pergunta também oscilou de 7% para 5%, dentro da margem de erro. Nos dois primeiros anos de governo, 75% confiavam na presidente.
A primeira pesquisa CNI/Ibope de 2014 foi realizada entre os dias 14 e 17 deste mês com 2.002 pessoas em 141 municípios. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00053-2014. A sondagem foi feita, portanto, antes da revelação de que a presidente Dilma Rousseff, quando presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, votou a favor da compra de parte da refinaria de Pasadena com base em um resumo juridicamente "falho".
Em 2012, a estatal concluiu a compra da refinaria e pagou ao todo US$ 1,18 bilhão por Pasadena, que, sete anos antes, havia sido negociada por US$ 42,5 milhões à ex-sócia belga. A oposição protocolou nesta quinta o pedido para a abertura de uma CPI no Senado para investigar o caso.

Prefeito de Humberto de Campos afastado do cargo acusado de fraude em licitação


Deco
Nesta quinta-feira, 27, o Poder Judiciário afastou liminarmente, por 90 dias, o prefeito de Humberto de Campos, Raimundo Nonato dos Santos, por fraudar licitações para construção de duas praças. Ele também está impedido de entrar na Prefeitura e convocar a presença de funcionários públicos municipais, sob qualquer circunstância, pelo mesmo prazo.

A decisão é resultado de Ação Cautelar ajuizada, em 12 de março, pelo promotor de justiça Carlos Augusto Soares. O representante do Ministério Público do Maranhão acionou o ex-gestor e a empresa Marf Locação e Urbanismo Ltda, com base nos contratos firmados para construção das praças – Humberto de Campos e Base -, com recursos oriundos de convênios com o governo estadual.
Com o afastamento de Raimundo Nonato dos Santos, a Câmara Municipal tem 24 horas para empossar o vice-prefeito, Augusto Cesar Fonseca Filho. Todas as instituições bancárias oficiais, com as quais o Município mantém convênio, serão notificadas a fim de bloquear qualquer transação financeira por parte do prefeito afastado.
O juiz Lúcio Paulo Fernandes Soares suspendeu, ainda, a execução das praças, bem como quaisquer pagamentos referentes a estas obras, até o final da futura Ação Civil Pública, que deve ser interposta pelo MPMA.
Ao investigar os processos de licitação, foi detectado que não constam no edital as condições de recebimento do objeto licitado; as condições de pagamento dos serviços executados, conforme exigido pela Lei 8.666/93; e tampouco o projeto básico, que deveria ser anexado ao edital. Além disso, o MPMA constatou que o endereço da construtora, no município de Raposa, é fictício. No local, onde deveria funcionar a sede da empresa, existe uma residência particular.
Na avaliação do promotor de justiça, essas irregularidades, mais que meras formalidades, indicam a falta de zelo e de rigor na contratação da empresa, além de demonstrar a falta de cuidado com o produto final do referido contrato. “O objeto do contrato deve, obrigatoriamente, atender ao interesse público. Se não há sequer cláusula estabelecendo as condições de recebimento da obra, que garantia a sociedade tem do cumprimento dessas finalidades?”, questiona Carlos Augusto Soares.
No material analisado pelo MPMA, não foram encontrados os documentos que comprovam a inscrição da Marf Locação e Urbanismo Ltda no cadastro de contribuintes do Estado do Maranhão, em desconformidade com a Lei de Licitações. Também foi identificado que a vencedora do certame apresentou o certificado de regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com data fora do prazo legal.
Mesmo com essas irregularidades, o Município de Humberto de Campos homologou o contrato com a Marf Locação e Urbanismo Ltda, reprovando a empresa Mega Empreendimentos Ltda, sob a justificativa que esta não teria apresentado o contrato social. Porém, a Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça, que avaliou os documentos, identificou o contrato da construtora inabilitada.
Obras
Para o membro do MPMA, a construtora vencedora da licitação funciona apenas como fachada, desviando o dinheiro público. Carlos Augusto Soares inspecionou a obra e notificou os trabalhadores. Nos depoimentos, os pedreiros informaram que o material utilizado na construção é fornecido pelo encarregado de obras do Município de Humberto de Campos e não há a presença de qualquer empresa na execução do serviço. Eles testemunharam que foram contratados por outro funcionário da Prefeitura.

  Assessoria de Comunicação TJ/MA
Corregedoria Geral da Justiça
Michael Mesquita